HC 951354 - DECISAO
Constatou-se novatio legis in pejus na redação dada pelo art. 112, §1º, pela Lei n. 14.843/2024, de modo que sua aplicação retroativa a fatos anteriores à sua vigência seria vedada; ademais, o acórdão recorrido determinou exame criminológico com base em fundamentos abstratos (gravidade do crime, longa pena, reincidência) sem indicar elementos concretos surgidos na execução aptos a justificar a perícia, configurando flagrante ilegalidade. Assim, concedeu-se a ordem de ofício para que o Juízo das Execuções reanalise o pedido de progressão com base em fatos concretos da execução, sem necessidade do exame criminológico.
- Parties
- Paciente: JONATHAN NASCIMENTO MENDES CRUZ; Recorrente: Ministério Público estadual; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão de regime sem exigência de exame criminológico, com fundamentação em elementos concretos ocorridos durante a execução.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Fundamentação Concreta Da Decisão
Case Brief
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Parties
JONATHAN NASCIMENTO MENDES CRUZ
Paciente
Ministério Público estadual
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
- 3 exigência de fundamentação concreta para determinação de exame criminológico
Ratio Decidendi
Constatou-se novatio legis in pejus na redação dada pelo art. 112, §1º, pela Lei n. 14.843/2024, de modo que sua aplicação retroativa a fatos anteriores à sua vigência seria vedada; ademais, o acórdão recorrido determinou exame criminológico com base em fundamentos abstratos (gravidade do crime, longa pena, reincidência) sem indicar elementos concretos surgidos na execução aptos a justificar a perícia, configurando flagrante ilegalidade. Assim, concedeu-se a ordem de ofício para que o Juízo das Execuções reanalise o pedido de progressão com base em fatos concretos da execução, sem necessidade do exame criminológico.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão de regime sem exigência de exame criminológico, com fundamentação em elementos concretos ocorridos durante a execução.
Orders
- Determinar que o Juízo das Execuções promova nova análise, com brevidade, do pedido de progressão de regime prisional do sentenciado, com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena, sem a necessidade de realização de exame criminológico.
- Comunique-se a presente decisão, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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