HC 906647 - DECISAO
Apesar de reconhecer o entendimento geral de que habeas corpus não substitui recurso, o tribunal, com fundamento no parágrafo único do art. 647-A do CPP e na jurisprudência do STJ sobre não atribuir efeitos eternos a faltas disciplinares antigas, concluiu que a falta grave única registrada em 2007 não pode impedir eternamente a progressão. Ademais, a exigência estrita de comprovação de trabalho imediato para ingresso no regime aberto deve ser mitigada diante da realidade brasileira. Assim, declarou o direito do paciente à progressão para o regime aberto (modalidade a ser definida pelo Juízo da Execução) e concedeu a ordem de ofício.
- Parties
- Paciente: BILIGRAN TEIXEIRA DA SILVA; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1ª Câmara Criminal, Relator Desembargador Pedro Raguenet)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido Do Habeas Corpus, Com Concessão Da Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para reconhecer o direito do paciente à progressão para o regime aberto.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Prisão Domiciliar (albergue Domiciliar), Falta Disciplinar, Comprovação De Trabalho, Princípio Da Razoabilidade, Ressocialização
Case Brief
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Parties
BILIGRAN TEIXEIRA DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1ª Câmara Criminal, Relator Desembargador Pedro Raguenet)
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido Do Habeas Corpus, Com Concessão Da Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 Se falta disciplinar antiga impede a progressão de regime
- 2 Se a ausência de comprovação de trabalho ou de possibilidade imediata de trabalho pode obstar a progressão ao regime aberto
- 3 Possibilidade de concessão de habeas corpus de ofício pelo tribunal (art. 647-A do CPP)
Ratio Decidendi
Apesar de reconhecer o entendimento geral de que habeas corpus não substitui recurso, o tribunal, com fundamento no parágrafo único do art. 647-A do CPP e na jurisprudência do STJ sobre não atribuir efeitos eternos a faltas disciplinares antigas, concluiu que a falta grave única registrada em 2007 não pode impedir eternamente a progressão. Ademais, a exigência estrita de comprovação de trabalho imediato para ingresso no regime aberto deve ser mitigada diante da realidade brasileira. Assim, declarou o direito do paciente à progressão para o regime aberto (modalidade a ser definida pelo Juízo da Execução) e concedeu a ordem de ofício.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para reconhecer o direito do paciente à progressão para o regime aberto.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem de ofício para reconhecer o direito do paciente à progressão para o regime aberto, na modalidade a ser definida pelo Juízo da Execução.
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