HC 960186 - DECISAO
A Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente aos crimes cometidos antes de sua vigência; além disso, na ausência de elementos concretos e recentes ocorridos durante a execução (faltas graves recentes ou outros fatos objetivos), a gravidade abstrata do crime, a reincidência ou faltas antigas e reabilitadas não justificam a determinação do exame criminológico. Assim, houve flagrante ilegalidade no acórdão que condicionou a progressão ao exame, razão pela qual se concedeu a ordem de ofício determinando nova análise da progressão sem a exigência do exame criminológico.
- Parties
- Paciente: JHONATA DE OLIVEIRA; Recorrente: Ministério Público estadual; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão Da Ordem De Ofício)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão de regime sem a exigência do exame criminológico, com base em elementos concretos ocorridos durante a execução.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus
Case Brief
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Parties
JHONATA DE OLIVEIRA
Paciente
Ministério Público estadual
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão Da Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 Necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 Aplicabilidade retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
- 3 Fundamentação idônea para determinar exame criminológico (elementos concretos na execução)
Ratio Decidendi
A Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente aos crimes cometidos antes de sua vigência; além disso, na ausência de elementos concretos e recentes ocorridos durante a execução (faltas graves recentes ou outros fatos objetivos), a gravidade abstrata do crime, a reincidência ou faltas antigas e reabilitadas não justificam a determinação do exame criminológico. Assim, houve flagrante ilegalidade no acórdão que condicionou a progressão ao exame, razão pela qual se concedeu a ordem de ofício determinando nova análise da progressão sem a exigência do exame criminológico.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão de regime sem a exigência do exame criminológico, com base em elementos concretos ocorridos durante a execução.
Orders
- Determinar que o Juízo das Execuções Criminais promova, com brevidade, nova análise do pedido de progressão de regime prisional do sentenciado com base em elementos concretos ocorridos durante a execução, sem a necessidade de realização de exame criminológico.
- Comunicar a decisão, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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