HC 961548 - DECISAO

HC 961548 - DECISAO

Concedeu-se a ordem liminar para restabelecer a decisão de primeiro grau que promoveu o paciente ao regime aberto porque a condenação do paciente ocorreu antes da vigência da Lei n. 14.843/2024, de modo que sua aplicação retroativa configuraria novatio legis in pejus; ademais, o Tribunal de origem determinou a realização de exame criminológico sem indicar elementos concretos da execução penal, apoiando-se apenas na gravidade abstrata do delito e na longevidade da pena, o que não constitui fundamentação idônea nos termos da jurisprudência do STJ (Súmula 439).

Parties
Paciente: MARCIO FERRAZ DE OLIVEIRA; Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 November 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Concedida
Legal Topics
Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Saída Temporária

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Parties

MARCIO FERRAZ DE OLIVEIRA

Paciente

MINISTÉRIO PÚBLICO

Agravante

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Liminar Concedida

  1. 1 exigência de exame criminológico para comprovação do requisito subjetivo à progressão de regime
  2. 2 aplicabilidade da Lei n. 14.843/2024 a crimes praticados antes de sua vigência (novatio legis in pejus)
  3. 3 fundamentação idônea exigida para determinar exame criminológico

Ratio Decidendi

Concedeu-se a ordem liminar para restabelecer a decisão de primeiro grau que promoveu o paciente ao regime aberto porque a condenação do paciente ocorreu antes da vigência da Lei n. 14.843/2024, de modo que sua aplicação retroativa configuraria novatio legis in pejus; ademais, o Tribunal de origem determinou a realização de exame criminológico sem indicar elementos concretos da execução penal, apoiando-se apenas na gravidade abstrata do delito e na longevidade da pena, o que não constitui fundamentação idônea nos termos da jurisprudência do STJ (Súmula 439).