HC 966160 - DECISAO
Houve ilegalidade porque a instância a quo impôs a realização de exame criminológico sem indicar elementos concretos da execução que justificassem a perícia, fundamentando-se apenas na gravidade abstrata do delito; por isso, concedeu-se liminar para revogar a exigência do exame e determinar que o juízo de primeiro grau prossiga na análise dos demais requisitos para progressão de regime.
- Parties
- Paciente: Christian Junior Alves Couto; Autoridade Coatora: Nona Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Concedida
- Outcome
- Ordem concedida liminarmente
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Gravidade Abstrata, Fundamentação Idônea
Case Brief
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Parties
Christian Junior Alves Couto
Paciente
Nona Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Concedida
Legal Issues
- 1 Possibilidade de imposição de exame criminológico para progressão de regime
- 2 Suficiência da gravidade abstrata do delito como fundamentação para exame criminológico
- 3 Obrigatoriedade de indicação de elementos concretos da execução para determinar perícia criminológica
Ratio Decidendi
Houve ilegalidade porque a instância a quo impôs a realização de exame criminológico sem indicar elementos concretos da execução que justificassem a perícia, fundamentando-se apenas na gravidade abstrata do delito; por isso, concedeu-se liminar para revogar a exigência do exame e determinar que o juízo de primeiro grau prossiga na análise dos demais requisitos para progressão de regime.
Court Disposition
Ordem concedida liminarmente
Orders
- Revogar a exigência de exame criminológico
- Determinar que o Juízo de primeiro grau prossiga na análise dos demais requisitos para progressão de regime
Full Case Text
Judgment text and source record
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