REsp 2182104 - DECISAO
A exigência introduzida pela Lei n. 14.843/2024 de exame criminológico para toda progressão de regime constitui novatio legis in pejus e, por isso, não pode ser aplicada retroativamente aos crimes cometidos antes da sua vigência; no caso, as condenações são anteriores à nova lei e não há fundamentação concreta a justificar o exame, de modo que deve ser mantido o deferimento da progressão de regime e negado provimento ao recurso especial.
- Parties
- Reeducando: Renato Aarão Noronha; Recorrente: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade De Norma Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Renato Aarão Noronha
Reeducando
Ministério Público
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Aplicação da Lei n. 14.843/2024 ao caso concreto
- 2 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Retroatividade da norma penal mais gravosa
Ratio Decidendi
A exigência introduzida pela Lei n. 14.843/2024 de exame criminológico para toda progressão de regime constitui novatio legis in pejus e, por isso, não pode ser aplicada retroativamente aos crimes cometidos antes da sua vigência; no caso, as condenações são anteriores à nova lei e não há fundamentação concreta a justificar o exame, de modo que deve ser mantido o deferimento da progressão de regime e negado provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment