HC 979455 - DECISAO
O Tribunal Superior entendeu não ser cabível conhecer do habeas corpus substitutivo do recurso previsto salvo flagrante ilegalidade; verificou-se flagrante ilegalidade na determinação do exame criminológico fundada apenas na gravidade abstrata dos delitos e na longevidade da pena, e aplicou-se a Súmula 439/STJ (exame apenas com decisão motivada). Ademais, a alteração trazida pela Lei 14.843/2024 representa novatio legis in pejus e não pode incidir retroativamente, razão pela qual, não obstante o não conhecimento do HC, a ordem foi concedida de ofício para afastar a exigência do exame criminológico e determinar que o Juízo da Execução aprecie o pedido de progressão de regime do apenado.
- Parties
- Paciente: ELIZEU DE JESUS BATISTA PEREIRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São P aulo - 7ª Câmara de Direito Criminal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecimento Do Hc; Ordem Concedida De Ofício)
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade De Norma Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Fundamentação Judicial
Case Brief
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Parties
ELIZEU DE JESUS BATISTA PEREIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São P aulo - 7ª Câmara de Direito Criminal
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecimento Do Hc; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 necessidade do exame criminológico para progressão de regime
- 2 aplicação retroativa da Lei 14.843/2024
- 3 fundamentação baseada em gravidade abstrata e longevidade da pena
Ratio Decidendi
O Tribunal Superior entendeu não ser cabível conhecer do habeas corpus substitutivo do recurso previsto salvo flagrante ilegalidade; verificou-se flagrante ilegalidade na determinação do exame criminológico fundada apenas na gravidade abstrata dos delitos e na longevidade da pena, e aplicou-se a Súmula 439/STJ (exame apenas com decisão motivada). Ademais, a alteração trazida pela Lei 14.843/2024 representa novatio legis in pejus e não pode incidir retroativamente, razão pela qual, não obstante o não conhecimento do HC, a ordem foi concedida de ofício para afastar a exigência do exame criminológico e determinar que o Juízo da Execução aprecie o pedido de progressão de regime do apenado.
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