HC 982877 - DECISAO
A alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, representa novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente aos fatos ocorridos sob a vigência da legislação anterior; além disso, o Tribunal de origem fundamentou a exigência do exame com elementos abstratos (gravidade dos crimes e longa pena) sem indicar fatos concretos ocorridos durante a execução da pena, o que não autoriza a determinação de perícia nos termos da jurisprudência consolidada e da Súmula 439/STJ. Assim, concedeu-se a ordem de ofício para que o juízo da execução reanalise, com brevidade, o pedido de progressão com base em elementos concretos...
- Parties
- Paciente: THIAGO HENRIQUE DURELLO; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Autoridade Coatora: Juízo das Execuções Criminais (juízo singular)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão sem a necessidade de exame criminológico
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Súmula 439/stj, Tempus Regit Actum
Case Brief
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Parties
THIAGO HENRIQUE DURELLO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Juízo das Execuções Criminais (juízo singular)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime após a Lei n. 14.843/2024
- 2 Possibilidade de aplicação retroativa de norma mais gravosa (novatio legis in pejus)
- 3 Necessidade de fundamentação concreta para determinar exame criminológico
Ratio Decidendi
A alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, representa novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente aos fatos ocorridos sob a vigência da legislação anterior; além disso, o Tribunal de origem fundamentou a exigência do exame com elementos abstratos (gravidade dos crimes e longa pena) sem indicar fatos concretos ocorridos durante a execução da pena, o que não autoriza a determinação de perícia nos termos da jurisprudência consolidada e da Súmula 439/STJ. Assim, concedeu-se a ordem de ofício para que o juízo da execução reanalise, com brevidade, o pedido de progressão com base em elementos concretos...
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão sem a necessidade de exame criminológico
Orders
- Determinar que o Juízo das Execuções Criminais promova, com brevidade, nova análise do pedido de progressão de regime prisional do sentenciado com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena, sem a necessidade de realização de exame criminológico.
- Comunicar, com urgência, a decisão ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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