RHC 212811 - DECISAO
Houve provimento porque a exigência genérica do §1º do art.112 da LEP, introduzida pela Lei nº 14.843/2024, configura novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência; além disso, a determinação de exame criminológico pelas instâncias ordinárias foi fundada em elementos abstratos (gravidade dos delitos, reincidência, faltas antigas) e não em fatos concretos e recentes da execução, o que torna o ato coator ilegítimo. Assim, os autos retornam ao juízo da execução para apreciação do pedido de progressão sem a exigência do exame, salvo se já realizado ou se sobrevier motivo concreto que justifique a perícia.
- Parties
- Paciente: ÍTALO GOMES PEREIRA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (provimento Do Recurso)
- Outcome
- recurso ordinário provido
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade Da Lei Penal (irretroatividade), Novatio Legis in Pejus, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ÍTALO GOMES PEREIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Órgão Julgador
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (provimento Do Recurso)
Legal Issues
- 1 aplicabilidade retroativa da Lei nº 14.843/2024 aos crimes praticados antes de sua vigência
- 2 se o exame criminológico é requisito obrigatório para progressão de regime em execuções anteriores à Lei nº 14.843/2024
- 3 se a decisão que condicionou a progressão à realização de exame criminológico foi fundamentada em elementos concretos da execução ou em critérios abstratos (gravidade do delito, reincidência, faltas antigas)
Ratio Decidendi
Houve provimento porque a exigência genérica do §1º do art.112 da LEP, introduzida pela Lei nº 14.843/2024, configura novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência; além disso, a determinação de exame criminológico pelas instâncias ordinárias foi fundada em elementos abstratos (gravidade dos delitos, reincidência, faltas antigas) e não em fatos concretos e recentes da execução, o que torna o ato coator ilegítimo. Assim, os autos retornam ao juízo da execução para apreciação do pedido de progressão sem a exigência do exame, salvo se já realizado ou se sobrevier motivo concreto que justifique a perícia.
Court Disposition
recurso ordinário provido
Orders
- Determinar ao Juízo da execução que aprecie o pedido de progressão de regime, dispensada a realização de exame criminológico, ressalvado se já realizado ou se houver motivo superveniente que justifique a imposição de perícia.
- Publicar-se e intimar-se.
Full Case Text
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