HC 995167 - DECISAO
O relator concluiu que a alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode retroagir para prejudicar fatos praticados antes de sua vigência; além disso, no caso concreto o Tribunal de origem ordenou exame criminológico sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução que o justificassem, sendo que o paciente ostentava atestado de bom comportamento e não havia faltas disciplinares registradas, o que configurou constrangimento ilegal e justificou o restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu a progressão.
- Parties
- Paciente: DIEGO SEVERINO DE SOUZA; Agravante: Ministério Público estadual; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a progressão de regime do paciente
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Habeas Corpus, Fundamentação Das Decisões
Case Brief
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Parties
DIEGO SEVERINO DE SOUZA
Paciente
Ministério Público estadual
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
Legal Issues
- 1 Aplicação temporal da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
- 2 Obrigatoriedade da realização do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Necessidade de fundamentação concreta e individualizada para determinar exame criminológico
Ratio Decidendi
O relator concluiu que a alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode retroagir para prejudicar fatos praticados antes de sua vigência; além disso, no caso concreto o Tribunal de origem ordenou exame criminológico sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução que o justificassem, sendo que o paciente ostentava atestado de bom comportamento e não havia faltas disciplinares registradas, o que configurou constrangimento ilegal e justificou o restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu a progressão.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a progressão de regime do paciente
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a progressão de regime ao sentenciado
- Comunicar, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator
Full Case Text
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