HC 996690 - DECISAO
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime configura novatio legis in pejus e, por violar o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa (art. 5º, XL, CF) e as regras de aplicação temporal do direito penal (art. 2º e art. 4º do CP), não pode ser aplicada aos fatos praticados antes de sua vigência; além disso, a Corte verificou que o Tribunal de origem fundamentou a exigência do exame em elementos abstratos (gravidade do crime e pena remanescente), não em fatos concretos da execução, o que torna a determinação do exame criminológico ilegítima no caso, impondo o restabelecimento da decisão que deferiu a...
- Parties
- Paciente: BRENO GIAN DOS SANTOS DE MORAIS; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Concessão Liminar (ordem De Ofício)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para restabelecer decisão que deferiu a progressão ao regime aberto, afastando a exigência do exame criminológico determinada pelo Tribunal de origem para o caso concreto.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade Da Lei Penal, Novatio Legis in Pejus, Súmula 439 STJ, Súmula 471 STJ, Súmula Vinculante 26 STF, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
BRENO GIAN DOS SANTOS DE MORAIS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Concessão Liminar (ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade retroativa da Lei n. 14.843/2024 a fatos anteriores à sua vigência
- 2 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Fundamentação necessária para determinação de exame criminológico na execução penal
Ratio Decidendi
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime configura novatio legis in pejus e, por violar o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa (art. 5º, XL, CF) e as regras de aplicação temporal do direito penal (art. 2º e art. 4º do CP), não pode ser aplicada aos fatos praticados antes de sua vigência; além disso, a Corte verificou que o Tribunal de origem fundamentou a exigência do exame em elementos abstratos (gravidade do crime e pena remanescente), não em fatos concretos da execução, o que torna a determinação do exame criminológico ilegítima no caso, impondo o restabelecimento da decisão que deferiu a...
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para restabelecer decisão que deferiu a progressão ao regime aberto, afastando a exigência do exame criminológico determinada pelo Tribunal de origem para o caso concreto.
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que promoveu o executado ao regime aberto, sem necessidade de realização do exame criminológico.
- Determinar a comunicação, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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