REsp 2194508 - DECISAO
A Corte entendeu que, no caso concreto, a progressão antecipada para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico foi devidamente fundamentada pela ausência de vagas e pelo atestado de conduta carcerária satisfatório, que, isoladamente, a gravidade abstrata do delito e o longo saldo de pena não impõem a realização obrigatória do exame criminológico; ademais, a nova exigência constante da Lei n. 14.843/2024 não é aplicável retroativamente (novatio legis in pejus) aos fatos anteriores à sua vigência, e a alegação genérica sobre o art. 619 do CPP é incogitável por falta de fundamentação (Súmula 284/STF). Consequentemente, o recurso especial foi conhecido parcialmente e negado provimento.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Prisão Domiciliar, Monitoramento Eletrônico, Exame Criminológico, Súmula Vinculante, Retroatividade De Lei Penal Mais Gravosa (novatio Legis in Pejus)
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 necessidade de exame criminológico para progressão de regime
- 2 aplicabilidade retroativa da Lei n. 14.843/2024
- 3 observância da Súmula Vinculante n. 56 do STF e do RE 641.320/RS quanto à prisão domiciliar por falta de vagas
Ratio Decidendi
A Corte entendeu que, no caso concreto, a progressão antecipada para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico foi devidamente fundamentada pela ausência de vagas e pelo atestado de conduta carcerária satisfatório, que, isoladamente, a gravidade abstrata do delito e o longo saldo de pena não impõem a realização obrigatória do exame criminológico; ademais, a nova exigência constante da Lei n. 14.843/2024 não é aplicável retroativamente (novatio legis in pejus) aos fatos anteriores à sua vigência, e a alegação genérica sobre o art. 619 do CPP é incogitável por falta de fundamentação (Súmula 284/STF). Consequentemente, o recurso especial foi conhecido parcialmente e negado provimento.
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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