HC 1001681 - DECISAO
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024, que tornou obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos anteriores à sua vigência; além disso, o acórdão que determinou a perícia baseou-se em fundamentos abstratos (gravidade dos delitos, reincidência e quantidade de pena) sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução que justificassem a realização do exame, configurando flagrante ilegalidade que autorizou o restabelecimento da decisão do juízo de execução que concedeu a progressão.
- Parties
- Paciente: ERICK WALLAN SANTOS DE SOUZA; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Recorrente: Ministério Público estadual; Juízo De Origem: Juízo de Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Vicente/SP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus quanto à via processual, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que concedeu a progressão de regime ao paciente.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Irretroatividade, Súmula 439/stj, Súmula Vinculante N.26/stf, Art. 112 Da Lei De Execução Penal, Lei N. 14.843/2024
Case Brief
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Parties
ERICK WALLAN SANTOS DE SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Ministério Público estadual
Recorrente
Juízo de Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Vicente/SP
Juízo De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
Legal Issues
- 1 Necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
- 3 Fundamentação idônea para determinação de exame criminológico
Ratio Decidendi
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024, que tornou obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos anteriores à sua vigência; além disso, o acórdão que determinou a perícia baseou-se em fundamentos abstratos (gravidade dos delitos, reincidência e quantidade de pena) sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução que justificassem a realização do exame, configurando flagrante ilegalidade que autorizou o restabelecimento da decisão do juízo de execução que concedeu a progressão.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus quanto à via processual, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que concedeu a progressão de regime ao paciente.
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que concedeu a progressão de regime prisional ao paciente.
- Comunicar-se a presente decisão, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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