HC 1007415 - DECISAO
A determinação do exame criminológico foi fundamentada apenas na gravidade abstrata do delito e na longa pena remanescente, o que não constitui fundamento idôneo; sem demonstração de fatos supervenientes ocorridos na execução que revelem demérito do condenado, a exigência do exame é ilegal. Ademais, a aplicação retroativa do §1º do art.112 da LEP, introduzido pela Lei n.14.843/2024, configura novatio legis in pejus e não se aplica ao caso. Por tais razões, anulou‑se o acórdão e determinou‑se ao Juízo de primeiro grau que reaprecie o pedido de progressão sem exigir o exame, salvo se fundamentado em fatos da execução.
- Parties
- Paciente: EDGAR DE CAMARGO SOUZA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão Liminar; Não Conhecimento Do Hc)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo liminarmente a ordem para anular o acórdão impugnado e determinar ao Juízo de primeiro grau que reaprecie o pedido de progressão de regime sem exigir exame criminológico, salvo se houver fundamentação concreta baseada em fatos ocorridos na execução.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade De Norma Penal Mais Gravosa (novatio Legis in Pejus), Fundamentação Da Decisão Judicial
Case Brief
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Parties
EDGAR DE CAMARGO SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão Liminar; Não Conhecimento Do Hc)
Legal Issues
- 1 necessidade de exame criminológico para progressão de regime
- 2 exigência de fundamentação idônea para determinação de perícia técnica
- 3 aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
Ratio Decidendi
A determinação do exame criminológico foi fundamentada apenas na gravidade abstrata do delito e na longa pena remanescente, o que não constitui fundamento idôneo; sem demonstração de fatos supervenientes ocorridos na execução que revelem demérito do condenado, a exigência do exame é ilegal. Ademais, a aplicação retroativa do §1º do art.112 da LEP, introduzido pela Lei n.14.843/2024, configura novatio legis in pejus e não se aplica ao caso. Por tais razões, anulou‑se o acórdão e determinou‑se ao Juízo de primeiro grau que reaprecie o pedido de progressão sem exigir o exame, salvo se fundamentado em fatos da execução.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo liminarmente a ordem para anular o acórdão impugnado e determinar ao Juízo de primeiro grau que reaprecie o pedido de progressão de regime sem exigir exame criminológico, salvo se houver fundamentação concreta baseada em fatos ocorridos na execução.
Orders
- Anular o acórdão vergastado.
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que aprecie o pleito de progressão de regime (requisitos objetivo e subjetivo) baseando‑se em fatos ocorridos no curso da execução, sem exigência do exame criminológico salvo fundamentação concreta superveniente.
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