HC 1008279 - DECISAO
Embora o habeas corpus, em regra, não deva substituir recurso próprio (não conhecido), há flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de origem que condicionou a progressão de regime à realização do exame criminológico com base apenas na exigência da nova legislação, sem indicar elementos concretos relacionados ao período de execução; além disso, como a condenação do paciente é anterior à Lei n. 14.843/2024, não se pode aplicar novatio legis in pejus; por essas razões concede-se, de ofício, a ordem para restabelecer a decisão do juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto.
- Parties
- Paciente: PAULO VICTOR DE CARVALHO SANTOS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO; Juízo De Origem: Juízo da Vara das Execuções Penais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Do Writ E Concessão Da Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Admissibilidade Do Habeas Corpus, Fundamentação Judicial
Case Brief
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Parties
PAULO VICTOR DE CARVALHO SANTOS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO
Agravante
Juízo da Vara das Execuções Penais
Juízo De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Do Writ E Concessão Da Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 aplicabilidade da Lei n. 14.843/2024 a fatos anteriores
- 3 necessidade de exame criminológico para progressão de regime
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus, em regra, não deva substituir recurso próprio (não conhecido), há flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de origem que condicionou a progressão de regime à realização do exame criminológico com base apenas na exigência da nova legislação, sem indicar elementos concretos relacionados ao período de execução; além disso, como a condenação do paciente é anterior à Lei n. 14.843/2024, não se pode aplicar novatio legis in pejus; por essas razões concede-se, de ofício, a ordem para restabelecer a decisão do juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto.
Orders
- Concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto.
- Comunique-se, com urgência, ao Tribunal de origem e ao Juízo da Vara das Execuções Penais.
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