HC 1009122 - DECISAO
Não se conhece do habeas corpus quando utilizado como sucedâneo de recurso próprio; entretanto, de ofício foi concedida a ordem porque o Tribunal de origem condicionou a progressão de regime à realização de exame criminológico com fundamentação inidônea, baseada apenas na gravidade abstrata dos crimes e na longa pena a cumprir, sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução penal, sendo aplicável a jurisprudência do STJ que veda tal fundamentação; ademais, a Lei n. 14.843/2024 não é aplicável ao caso porque os crimes foram praticados antes de sua vigência, configurando novatio legis in pejus.
- Parties
- Paciente: MATHEUS DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Parte Recorrente: Ministério Público estadual
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (concessão De Ofício E Não Conhecimento Da Impetração)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto ao paciente.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Aplicação Temporal Da Lei Penal, Habeas Corpus Como Sucedâneo De Recurso, Concessão De Ofício (art. 647 a Cpp)
Case Brief
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Parties
MATHEUS DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Ministério Público estadual
Parte Recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (concessão De Ofício E Não Conhecimento Da Impetração)
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como substituto de recurso próprio
- 2 possibilidade e requisitos para exigir exame criminológico como condição para progressão de regime
- 3 aplicação da Lei n. 14.843/2024 a fatos anteriores à sua vigência
Ratio Decidendi
Não se conhece do habeas corpus quando utilizado como sucedâneo de recurso próprio; entretanto, de ofício foi concedida a ordem porque o Tribunal de origem condicionou a progressão de regime à realização de exame criminológico com fundamentação inidônea, baseada apenas na gravidade abstrata dos crimes e na longa pena a cumprir, sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução penal, sendo aplicável a jurisprudência do STJ que veda tal fundamentação; ademais, a Lei n. 14.843/2024 não é aplicável ao caso porque os crimes foram praticados antes de sua vigência, configurando novatio legis in pejus.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto ao paciente.
Orders
- Não conhecer da impetração.
- Conceder a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão ao regime semiaberto ao paciente.
Full Case Text
Judgment text and source record
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