HC 1015116 - DECISAO
A alteração introduzida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; ademais, no caso concreto o Tribunal a quo determinou o exame com base em elementos abstratos (reincidência, quantidade de pena remanescente, falta antiga) sem indicar fatos recentes ocorridos durante a execução que justificassem a medida, configurando flagrante ilegalidade, motivo pelo qual foi concedido habeas corpus para restabelecer a progressão deferida em primeira instância.
- Parties
- Paciente: CRISTIANE ALVES DE BRITO; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Recorrente: Ministério Público do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 July 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
- Outcome
- ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que concedeu a progressão de regime prisional à paciente
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Fundamentação Motivada
Case Brief
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Parties
CRISTIANE ALVES DE BRITO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Ministério Público do Estado de São Paulo
Recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
Legal Issues
- 1 necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024
- 3 exigência de fundamentação concreta para determinação do exame criminológico
Ratio Decidendi
A alteração introduzida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; ademais, no caso concreto o Tribunal a quo determinou o exame com base em elementos abstratos (reincidência, quantidade de pena remanescente, falta antiga) sem indicar fatos recentes ocorridos durante a execução que justificassem a medida, configurando flagrante ilegalidade, motivo pelo qual foi concedido habeas corpus para restabelecer a progressão deferida em primeira instância.
Court Disposition
ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que concedeu a progressão de regime prisional à paciente
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que concedeu a progressão de regime prisional à paciente CRISTIANE ALVES DE BRITO
- Comunicar, com urgência, a presente decisão ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator
Full Case Text
Judgment text and source record
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