AREsp 2920526 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do agravo e, com fundamento no art. 932, III, do CPC, não conheceu do recurso especial porque a divergência apontada é essencialmente fática: o Tribunal de origem, com base nas provas dos autos, concluiu que a permanência do crime de organização criminosa perdurou até abril de 2022, data em que o agravante foi preso em flagrante praticando tráfico em benefício da organização, de modo que a Lei n. 13.964/2019 era vigente à cessação da permanência e aplica-se a fração de 60% para progressão de regime; a modificação desse entendimento demandaria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n. 7 do STJ, atraindo também o óbice da Súmula n. 83 do STJ.
- Parties
- Agravante: Adriano Balthazar dos Santos; Ministério Público/recorrido: Ministério Público do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc)
- Outcome
- Conheci do agravo e, com fundamento no art. 932, III, do CPC, não conheci do recurso especial.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Organização Criminosa, Crime Permanente, Retroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Súmula 7 STJ, Súmula 83 STJ, Súmula 711 STF
Case Brief
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Parties
Adriano Balthazar dos Santos
Agravante
Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Ministério Público/recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc)
Legal Issues
- 1 Aplicação da fração de 60% do art. 112, caput, VII, da LEP para progressão de regime
- 2 Caracterização do crime de organização criminosa como permanente e data de sua cessação
- 3 Incidência da Lei n. 13.964/2019 sobre o crime permanente
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do agravo e, com fundamento no art. 932, III, do CPC, não conheceu do recurso especial porque a divergência apontada é essencialmente fática: o Tribunal de origem, com base nas provas dos autos, concluiu que a permanência do crime de organização criminosa perdurou até abril de 2022, data em que o agravante foi preso em flagrante praticando tráfico em benefício da organização, de modo que a Lei n. 13.964/2019 era vigente à cessação da permanência e aplica-se a fração de 60% para progressão de regime; a modificação desse entendimento demandaria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n. 7 do STJ, atraindo também o óbice da Súmula n. 83 do STJ.
Court Disposition
Conheci do agravo e, com fundamento no art. 932, III, do CPC, não conheci do recurso especial.
Orders
- Não conhecer do recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
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