HC 1031140 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus por ser substitutivo recursal, mas concedeu-se a ordem de ofício diante da flagrante ilegalidade consistente na nulidade absoluta da intimação da Defensoria Pública, a qual impediu o exercício da ampla defesa; por isso declarou-se a nulidade do acórdão do Agravo em Execução Penal nº 0019276-04.2024.8.27.2700 a partir da intimação para contrarrazões e determinou-se o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins para novo julgamento após a regular intimação da Defensoria Pública, com consequente restabelecimento da decisão do juízo de primeiro grau que concedera a progressão ao regime semiaberto, se por outro motivo o paciente não estiver...
- Parties
- Impetrante: Defensoria Pública; Paciente: LUIS CARLOS ALVES PALMEIRAS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (habeas Corpus Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para declarar nulidade do acórdão e determinar retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Intimação, Nulidade Absoluta, Ampla Defesa, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Habeas Corpus Substitutivo
Case Brief
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Parties
Defensoria Pública
Impetrante
LUIS CARLOS ALVES PALMEIRAS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (habeas Corpus Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 nulidade por ausência de intimação da Defensoria Pública para apresentar contrarrazões
- 2 imposição de exame criminológico em face de condenação anterior à Lei nº 14.843/2024 e discussão sobre irretroatividade
- 3 uso do habeas corpus como sucedâneo recursal
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus por ser substitutivo recursal, mas concedeu-se a ordem de ofício diante da flagrante ilegalidade consistente na nulidade absoluta da intimação da Defensoria Pública, a qual impediu o exercício da ampla defesa; por isso declarou-se a nulidade do acórdão do Agravo em Execução Penal nº 0019276-04.2024.8.27.2700 a partir da intimação para contrarrazões e determinou-se o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins para novo julgamento após a regular intimação da Defensoria Pública, com consequente restabelecimento da decisão do juízo de primeiro grau que concedera a progressão ao regime semiaberto, se por outro motivo o paciente não estiver...
Court Disposition
habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para declarar nulidade do acórdão e determinar retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Orders
- Declarar a nulidade absoluta do acórdão proferido no Agravo em Execução Penal nº 0019276-04.2024.8.27.2700 a partir da intimação para as contrarrazões
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins para que o agravo em execução penal seja novamente julgado após a devida e regular intimação da Defensoria Pública para apresentar contrarrazões
Full Case Text
Judgment text and source record
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