HC 1033147 - DECISAO
O Relator concluiu que a Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente aos fatos ocorridos antes de sua vigência; ademais, a jurisprudência do STJ admite a realização de exame criminológico apenas quando há fundamentação concreta fundada em fatos ocorridos na execução (Súmula 439/STJ). No caso, o Tribunal de origem fundou sua decisão na prática de falta disciplinar recente e não reabilitada, bem como em elementos do histórico prisional, o que não configurou manifesto e grave constrangimento ilegal apto a ensejar a ordem de ofício. Assim, não conheceu do habeas corpus.
- Parties
- Paciente: JOÃO CARLOS DE LIMA BORGES; Impetrante: defesa; Recorrente: Ministério Público; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - 11ª Câmara de Direito Criminal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Não Conhecido
- Outcome
- Com amparo no art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ, não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Irretroatividade Da Lei Penal, Direito À Saúde, Habeas Corpus Substitutivo
Case Brief
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Parties
JOÃO CARLOS DE LIMA BORGES
Paciente
defesa
Impetrante
Ministério Público
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - 11ª Câmara de Direito Criminal
Órgão Prolator Do Acórdão
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Lei n. 14.843/2024 a fatos anteriores à sua vigência
- 2 Obrigatoriedade da realização do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Requisitos de fundamentação idônea para determinação de exame criminológico
Ratio Decidendi
O Relator concluiu que a Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime, constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente aos fatos ocorridos antes de sua vigência; ademais, a jurisprudência do STJ admite a realização de exame criminológico apenas quando há fundamentação concreta fundada em fatos ocorridos na execução (Súmula 439/STJ). No caso, o Tribunal de origem fundou sua decisão na prática de falta disciplinar recente e não reabilitada, bem como em elementos do histórico prisional, o que não configurou manifesto e grave constrangimento ilegal apto a ensejar a ordem de ofício. Assim, não conheceu do habeas corpus.
Court Disposition
Com amparo no art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ, não conheço do habeas corpus.
Orders
- Intimem-se.
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