HC 1046626 - DECISAO
O relator decidiu não conhecer do habeas corpus por ser via inadequada quando substitutiva de recurso próprio e verificou que não estava configurado flagrante ilegalidade a justificar concessão de ofício da ordem; no mérito, reconheceu que a Lei n. 14.843/2024, por ser mais gravosa, não deve retroagir para fatos anteriores à sua vigência, mas concluiu que, na hipótese, a decisão do Tribunal de origem que determinou a realização do exame criminológico estava devidamente fundamentada em elementos concretos do caso (prática de novo crime durante a execução e registro de faltas), não caracterizando ilegalidade manifesta.
- Parties
- Paciente: GUSTAVO NUNES DE AZEVEDO; Órgão Prolator Do Acórdão/impugnado: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Agravante/recorrente: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Não Conhecimento (relator)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal (novatio Legis in Pejus), Individualização Da Pena, Admissibilidade Do Habeas Corpus Substitutivo, Jurisprudência Sumular (súmula 439 STJ, Súmula Vinculante 26 Stf)
Case Brief
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Parties
GUSTAVO NUNES DE AZEVEDO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Prolator Do Acórdão/impugnado
Ministério Público
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Não Conhecimento (relator)
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico
- 2 Possibilidade de exigir exame criminológico como condição para progressão de regime quando existirem elementos concretos
- 3 Admissibilidade do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio
Ratio Decidendi
O relator decidiu não conhecer do habeas corpus por ser via inadequada quando substitutiva de recurso próprio e verificou que não estava configurado flagrante ilegalidade a justificar concessão de ofício da ordem; no mérito, reconheceu que a Lei n. 14.843/2024, por ser mais gravosa, não deve retroagir para fatos anteriores à sua vigência, mas concluiu que, na hipótese, a decisão do Tribunal de origem que determinou a realização do exame criminológico estava devidamente fundamentada em elementos concretos do caso (prática de novo crime durante a execução e registro de faltas), não caracterizando ilegalidade manifesta.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
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