HC 1049851 - DECISAO
A alteração introduzida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime, constitui novatio legis in pejus, de modo que não pode ser aplicada retroativamente aos fatos anteriores à sua vigência; ademais, a decisão do Tribunal a quo que determinou o exame criminológico baseou-se predominantemente em fundamentos abstratos (gravidade dos delitos, longa pena) e em falta grave vetusta, insuficientes para autorizar a exigência do exame, razão pela qual há flagrante ilegalidade e deve ser cassado o acórdão, restabelecendo-se a decisão do Juízo de primeiro grau que concedeu a progressão sem impor exame criminológico.
- Parties
- Paciente: DIONES DE JESUS CORREIA; Agravante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça e restabelecer a decisão do Juízo das Execuções que concedeu a progressão ao regime aberto sem determinar a realização de exame criminológico.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Irretroatividade, Fundamentação Da Decisão Judicial
Case Brief
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Parties
DIONES DE JESUS CORREIA
Paciente
Ministério Público
Agravante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Lei n. 14.843/2024 exigindo exame criminológico para progressão de regime
- 2 Se a alteração legislativa constitui novatio legis in pejus e, portanto, não pode retroagir para fatos anteriores
- 3 Necessidade de fundamentação concreta para determinar exame criminológico na execução penal
Ratio Decidendi
A alteração introduzida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão de regime, constitui novatio legis in pejus, de modo que não pode ser aplicada retroativamente aos fatos anteriores à sua vigência; ademais, a decisão do Tribunal a quo que determinou o exame criminológico baseou-se predominantemente em fundamentos abstratos (gravidade dos delitos, longa pena) e em falta grave vetusta, insuficientes para autorizar a exigência do exame, razão pela qual há flagrante ilegalidade e deve ser cassado o acórdão, restabelecendo-se a decisão do Juízo de primeiro grau que concedeu a progressão sem impor exame criminológico.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça e restabelecer a decisão do Juízo das Execuções que concedeu a progressão ao regime aberto sem determinar a realização de exame criminológico.
Orders
- Cassação do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que determinou a realização de exame criminológico
- Restabelecimento da decisão do Juízo da Unidade Regional do DEECRIM 3ª RAJ que concedeu a progressão ao regime aberto e prisão domiciliar sem exigir exame criminológico
Full Case Text
Judgment text and source record
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