HC 1054964 - DECISAO
Houve flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de Justiça que determinou a realização do exame criminológico com base em gravidade abstrata dos delitos e na longa pena a cumprir, sem indicação de elementos concretos e atuais da execução penal que justificassem a perícia; ademais, a Lei n. 14.843/2024, que tornou obrigatório o exame criminológico, não pode ser aplicada retroativamente aos fatos anteriores à sua vigência por configurar novatio legis in pejus. Assim, concedeu-se a ordem de ofício para restabelecer a decisão de primeiro grau que deferiu a progressão de regime.
- Parties
- Paciente: WELLINGTON BENTO DA SILVA; Impetrante: Defensoria Pública; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Agravante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau que deferiu ao paciente a progressão de regime.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Habeas Corpus, Fundamentação Das Decisões, Flagrante Ilegalidade
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
WELLINGTON BENTO DA SILVA
Paciente
Defensoria Pública
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Ministério Público
Agravante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico
- 2 Possibilidade de conhecimento do habeas corpus substitutivo de recurso próprio e hipótese de concessão de ofício
- 3 Idoneidade da fundamentação que determina a realização do exame criminológico baseada em gravidade abstrata e faltas antigas
Ratio Decidendi
Houve flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de Justiça que determinou a realização do exame criminológico com base em gravidade abstrata dos delitos e na longa pena a cumprir, sem indicação de elementos concretos e atuais da execução penal que justificassem a perícia; ademais, a Lei n. 14.843/2024, que tornou obrigatório o exame criminológico, não pode ser aplicada retroativamente aos fatos anteriores à sua vigência por configurar novatio legis in pejus. Assim, concedeu-se a ordem de ofício para restabelecer a decisão de primeiro grau que deferiu a progressão de regime.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau que deferiu ao paciente a progressão de regime.
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau que deferiu ao paciente a progressão de regime.
- Comunique-se, com urgência, ao Tribunal de Justiça e ao Juízo da Execução Penal.
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