HC 1020403 - DECISAO
Concluiu-se que a determinação do exame criminológico pelo juízo de origem e pelo Tribunal foi baseada apenas na gravidade abstrata dos crimes e na quantidade de pena remanescente, o que não constitui fundamentação idônea. Além disso, a exigência generalizada introduzida pela Lei n. 14.843/2024 configura novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente. Assim, anula-se o acórdão que impôs o exame e determina-se ao juízo de primeira instância que analise o pedido de progressão com base nos requisitos objetivos e subjetivos legais, fundamentando eventual exigência de perícia em fatos concretos da execução.
- Parties
- Paciente: ALESSANDRO PEREIRA SENE; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Juízo De Execução: Juízo do Departamento Estadual de Execução Criminal - DEECRIM 2ª RAJ (Araçatuba/SP); Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Em Tribunal Superior (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Da Impetração)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para anular o acórdão vergastado e determinar ao Juízo de primeiro grau que aprecie o pleito de progressão de regime com base nos requisitos legais, sem imposição do exame criminológico quando não fundamentado por fatos concretos da execução.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade De Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Cabimento Do Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
ALESSANDRO PEREIRA SENE
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Juízo do Departamento Estadual de Execução Criminal - DEECRIM 2ª RAJ (Araçatuba/SP)
Juízo De Execução
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Em Tribunal Superior (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Da Impetração)
Legal Issues
- 1 Cabimento do habeas corpus para substituir recurso previsto em lei
- 2 Possibilidade de exigência do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
Ratio Decidendi
Concluiu-se que a determinação do exame criminológico pelo juízo de origem e pelo Tribunal foi baseada apenas na gravidade abstrata dos crimes e na quantidade de pena remanescente, o que não constitui fundamentação idônea. Além disso, a exigência generalizada introduzida pela Lei n. 14.843/2024 configura novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente. Assim, anula-se o acórdão que impôs o exame e determina-se ao juízo de primeira instância que analise o pedido de progressão com base nos requisitos objetivos e subjetivos legais, fundamentando eventual exigência de perícia em fatos concretos da execução.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para anular o acórdão vergastado e determinar ao Juízo de primeiro grau que aprecie o pleito de progressão de regime com base nos requisitos legais, sem imposição do exame criminológico quando não fundamentado por fatos concretos da execução.
Orders
- Não conheço da impetração.
- Concedo a ordem, de ofício, para anular o acórdão que determinou a realização do exame criminológico.
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