HC 1094996 - DECISAO
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico para progressão de regime constitui novatio legis in pejus e, por sua natureza material, não pode retroagir para prejudicar condenações e execuções já em curso; inexistindo elementos concretos supervenientes na execução (faltas disciplinares ou intercorrências objetivas) que justifiquem, nos termos da Súmula 439/STJ, a imposição do exame, o Tribunal de origem incorreu em ilegalidade ao determinar sua realização com base apenas na gravidade abstrata dos crimes e no saldo de pena remanescente, devendo o Juízo de Execução reavaliar o pedido de progressão com base em elementos concretos ocorridos durante...
- Parties
- Paciente: JULIANO PEREIRA DA SILVA; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul - 1ª Câmara Criminal; Agravante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para determinar nova análise da progressão sem exigência de exame criminológico
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Súmula 439/stj, Lei N. 14.843/2024, Art. 112, § 1º Da LEP
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JULIANO PEREIRA DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul - 1ª Câmara Criminal
Órgão Coator
Ministério Público
Agravante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 Necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 Aplicação temporal da Lei n. 14.843/2024 e irretroatividade de norma penal mais gravosa
Ratio Decidendi
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico para progressão de regime constitui novatio legis in pejus e, por sua natureza material, não pode retroagir para prejudicar condenações e execuções já em curso; inexistindo elementos concretos supervenientes na execução (faltas disciplinares ou intercorrências objetivas) que justifiquem, nos termos da Súmula 439/STJ, a imposição do exame, o Tribunal de origem incorreu em ilegalidade ao determinar sua realização com base apenas na gravidade abstrata dos crimes e no saldo de pena remanescente, devendo o Juízo de Execução reavaliar o pedido de progressão com base em elementos concretos ocorridos durante...
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para determinar nova análise da progressão sem exigência de exame criminológico
Orders
- Determinar que o Juízo das Execuções Criminais promova nova análise, com brevidade, do pedido de progressão de regime prisional do sentenciado, com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena, sem a necessidade de realização de exame criminológico.
- Comunicar a decisão, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment