HC 1084271 - DECISAO
O Tribunal concluiu que a alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, constitui norma de caráter material mais gravosa (novatio legis in pejus) e, portanto, não pode retroagir para prejudicar apenados cuja conduta ocorreu antes da vigência da lei; ademais, ainda que o exame possa ser determinado em hipóteses excepcionais, tal determinação exige fundamentação concreta relacionada às peculiaridades da execução, nos termos da Súmula 439/STJ; por fim, entendeu-se que o habeas corpus, como substitutivo de recurso próprio, era incabível, razão pela qual não se conheceu do writ.
- Parties
- Paciente: JONATHAN FERREIRA DA SILVA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Agravante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Individualização Da Pena, Súmula 439 Do STJ, Súmula Vinculante 26 Do STF
Case Brief
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Parties
JONATHAN FERREIRA DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador
Ministério Público
Agravante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Se a obrigatoriedade do exame criminológico prevista pela Lei 14.843/2024 pode retroagir para prejudicar apenado cujos fatos ocorreram antes da sua vigência
- 2 Se o juiz ou tribunal pode determinar a realização do exame criminológico com base em fundamentos concretos durante a execução penal
- 3 Se o habeas corpus é meio substitutivo de recurso próprio quanto à matéria debatida
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, constitui norma de caráter material mais gravosa (novatio legis in pejus) e, portanto, não pode retroagir para prejudicar apenados cuja conduta ocorreu antes da vigência da lei; ademais, ainda que o exame possa ser determinado em hipóteses excepcionais, tal determinação exige fundamentação concreta relacionada às peculiaridades da execução, nos termos da Súmula 439/STJ; por fim, entendeu-se que o habeas corpus, como substitutivo de recurso próprio, era incabível, razão pela qual não se conheceu do writ.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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