HC 1100054 - DECISAO
A lei que tornou obrigatório o exame criminológico (Lei n. 14.843/2024, art. 112, § 1º da LEP) constitui novatio legis in pejus quando aplicada a fatos anteriores à sua vigência, sendo vedada a sua retroatividade; além disso, a decisão do Tribunal de origem fundamentou a exigência do exame apenas em elementos abstratos (gravidade do delito, reincidência, longo saldo de pena), o que não constitui motivação idônea nos termos da Súmula 439/STJ, configurando ilegalidade manifesta que autorizou o restabelecimento da decisão de 1º grau que concedeu a progressão de regime.
- Parties
- Paciente: FELIPE ALMEIDA DE SOUSA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Agravante: Ministério Público do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 June 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (ordem Concedida De Ofício Para Restabelecer Decisão De 1º Grau)
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio, Motivação Das Decisões (art. 93, IX, Cf), Súmula 439/stj
Case Brief
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Parties
FELIPE ALMEIDA DE SOUSA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Ministério Público do Estado de São Paulo
Agravante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (ordem Concedida De Ofício Para Restabelecer Decisão De 1º Grau)
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa da Lei nº 14.843/2024 ao art. 112, § 1º, da Lei de Execução Penal
- 2 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Possibilidade de concessão de habeas corpus de ofício quando há flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado
Ratio Decidendi
A lei que tornou obrigatório o exame criminológico (Lei n. 14.843/2024, art. 112, § 1º da LEP) constitui novatio legis in pejus quando aplicada a fatos anteriores à sua vigência, sendo vedada a sua retroatividade; além disso, a decisão do Tribunal de origem fundamentou a exigência do exame apenas em elementos abstratos (gravidade do delito, reincidência, longo saldo de pena), o que não constitui motivação idônea nos termos da Súmula 439/STJ, configurando ilegalidade manifesta que autorizou o restabelecimento da decisão de 1º grau que concedeu a progressão de regime.
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