AREsp 1740538 - DECISAO
Considerou-se que o período de prisão provisória foi devidamente abatido da pena a cumprir por meio da detração, mas que a data-base para fins de progressão de regime deve ser o início efetivo do cumprimento da pena (data da última prisão em 04/10/2016), pois entre 06/09/2016 e 03/10/2016 o recorrente esteve em liberdade e não sob fiscalização estatal; ademais, a tese de que a prisão cautelar deveria ser considerada para progressão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, incindindo a Súmula 211/STJ, e, por fim, o agravo foi conhecido e o recurso especial negado com fundamento no Enunciado n. 568 da Súmula do STJ.
- Parties
- Recorrente/agravante: Rebert Aderbal; Ministerio Publico: Ministério Público Federal; Juízo a Quo: Juízo da Vara de Execuções Criminais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão (conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Detração Penal, Data Base, Prisão Provisória, Liberdade Provisória, Prequestionamento (súmula 211/stj), Obstáculo De Admissibilidade (súmula 7/stj)
Case Brief
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Parties
Rebert Aderbal
Recorrente/agravante
Ministério Público Federal
Ministerio Publico
Juízo da Vara de Execuções Criminais
Juízo a Quo
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão (conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Se o período de prisão provisória deve ser considerado como data-base para progressão de regime quando houve posterior liberdade provisória antes do início efetivo do cumprimento da pena
- 2 Distinção entre detração penal e contagem para fins de progressão de regime
- 3 Prequestionamento para recurso especial (Súmula 211/STJ)
Ratio Decidendi
Considerou-se que o período de prisão provisória foi devidamente abatido da pena a cumprir por meio da detração, mas que a data-base para fins de progressão de regime deve ser o início efetivo do cumprimento da pena (data da última prisão em 04/10/2016), pois entre 06/09/2016 e 03/10/2016 o recorrente esteve em liberdade e não sob fiscalização estatal; ademais, a tese de que a prisão cautelar deveria ser considerada para progressão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, incindindo a Súmula 211/STJ, e, por fim, o agravo foi conhecido e o recurso especial negado com fundamento no Enunciado n. 568 da Súmula do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
Orders
- Conheço do agravo
- Nego provimento ao recurso especial
Full Case Text
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