AREsp 1752127 - DECISAO
Reconsiderando a decisão agravada, o Tribunal entendeu que deve ser retificado o cálculo de penas para considerar como data-base para progressão de regime a data da primeira prisão provisória (09/11/2010), descontado o período em que o sentenciado ficou em liberdade (17/12/2010 a 11/11/2019), salvo existência de falta grave; fundamentou-se na compreensão de que o tempo de prisão provisória serve para detração e pode ser utilizado como requisito objetivo para progressão, em consonância com os arts. 111 da LEP, 387, § 2º do CPP e art. 42 do CP, sem afrontar a jurisprudência que impede alteração da data-base por mera unificação de penas.
- Parties
- Agravante: defesa; Agravado: parte agravada; Interveniente: Ministério Público; Juízo a Quo: Juízo da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Goiânia-GO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Reconsideração Da Decisão Agravada E Análise De Mérito, Com Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo regimental provido; recurso especial provido.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Data Base, Prisão Provisória, Detração Penal, Unificação De Penas, Excesso De Execução
Case Brief
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Parties
defesa
Agravante
parte agravada
Agravado
Ministério Público
Interveniente
Juízo da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Goiânia-GO
Juízo a Quo
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Reconsideração Da Decisão Agravada E Análise De Mérito, Com Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se o tempo de prisão provisória deve ser considerado como data-base para fins de progressão de regime
- 2 Se a unificação de penas altera a data-base para concessão de novos benefícios
- 3 Se o período de liberdade interrompe o cômputo para obtenção de benefícios executórios
Ratio Decidendi
Reconsiderando a decisão agravada, o Tribunal entendeu que deve ser retificado o cálculo de penas para considerar como data-base para progressão de regime a data da primeira prisão provisória (09/11/2010), descontado o período em que o sentenciado ficou em liberdade (17/12/2010 a 11/11/2019), salvo existência de falta grave; fundamentou-se na compreensão de que o tempo de prisão provisória serve para detração e pode ser utilizado como requisito objetivo para progressão, em consonância com os arts. 111 da LEP, 387, § 2º do CPP e art. 42 do CP, sem afrontar a jurisprudência que impede alteração da data-base por mera unificação de penas.
Court Disposition
Agravo regimental provido; recurso especial provido.
Orders
- Determinar ao Juízo das Execuções que retifique o cálculo de penas para constar a data da primeira prisão efetiva do paciente (09/11/2010) como data-base para progressão de regime, descontado o período em que foi colocado em liberdade (17/12/2010 até 11/11/2019), se não houver falta grave.
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