HC 676575 - DECISAO

HC 676575 - DECISAO

O STJ concluiu que o art. 112 da LEP não impõe a obrigatoriedade do exame criminológico e que, quando o juiz determinar tal exame, a decisão deve estar fundamentada em fatos concretos ocorridos durante a execução penal. No caso concreto, a determinação do exame baseou-se apenas em fundamentos abstratos (gravidade do delito e longa pena) e não relatou comportamento concreto do executado no curso da execução, configurando fundamentação inidônea. Configurado flagrante ilegalidade, o acórdão coator foi cassado e determinada a reanálise do pedido de progressão sem exigir exame criminológico, devendo o juízo fundamentar-se em fatos da execução penal.

Parties
Paciente: ITAMAR DE SOUSA; Impetrante: Defensoria Pública; Órgão Coator / Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 June 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça; Habeas Corpus Não Conhecido E Ordem Concedida De Ofício
Legal Topics
Progressão De Regime, Exame Criminológico, Habeas Corpus, Fundamentação Do Ato Judicial

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Parties

ITAMAR DE SOUSA

Paciente

Defensoria Pública

Impetrante

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Órgão Coator / Tribunal a Quo

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça; Habeas Corpus Não Conhecido E Ordem Concedida De Ofício

  1. 1 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime após alterações ao art. 112 da Lei de Execução Penal
  2. 2 Fundamentação adequada para determinação do exame criminológico — necessidade de fatos concretos ocorridos durante a execução penal

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que o art. 112 da LEP não impõe a obrigatoriedade do exame criminológico e que, quando o juiz determinar tal exame, a decisão deve estar fundamentada em fatos concretos ocorridos durante a execução penal. No caso concreto, a determinação do exame baseou-se apenas em fundamentos abstratos (gravidade do delito e longa pena) e não relatou comportamento concreto do executado no curso da execução, configurando fundamentação inidônea. Configurado flagrante ilegalidade, o acórdão coator foi cassado e determinada a reanálise do pedido de progressão sem exigir exame criminológico, devendo o juízo fundamentar-se em fatos da execução penal.