HC 1020177 - DECISAO

HC 1020177 - DECISAO

O Tribunal concluiu que a aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024, na parte que impõe restrições à fruição de benefícios executórios e exige automação do exame criminológico para progressão de regime, configura novatio legis in pejus e viola o princípio constitucional da irretroatividade da lei penal mais gravosa (CF/88, art. 5º, XL) e o art. 2º do Código Penal; além disso, a exigência automática do exame, sem análise motivada do caso concreto, contraria a jurisprudência consolidada (Súmula 439/STJ); por essas razões, concedeu-se o habeas corpus para restabelecer a decisão do juízo da execução que deferiu a progressão ao regime aberto e as saídas temporárias ao paciente.

Parties
Paciente: JHONATAN DE MELO BALAN; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal; Juízo a Quo: Juízo da Execução
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 August 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Concessiva No Mérito
Outcome
Habeas corpus concedido para restabelecer a decisão do juízo da execução penal que deferiu a progressão ao regime aberto ao paciente.
Legal Topics
Progressão De Regime, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Exame Criminológico, Saída Temporária, Novatio Legis in Pejus

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Parties

JHONATAN DE MELO BALAN

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Ministério Público Federal

Juízo da Execução

Juízo a Quo

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Concessiva No Mérito

  1. 1 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 às execuções penais iniciadas antes de sua vigência
  2. 2 Natureza (material ou processual) da alteração que tornou obrigatório o exame criminológico para progressão de regime
  3. 3 Compatibilidade da exigência automática de exame criminológico com a jurisprudência consolidada (Súmula 439/STJ)

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que a aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024, na parte que impõe restrições à fruição de benefícios executórios e exige automação do exame criminológico para progressão de regime, configura novatio legis in pejus e viola o princípio constitucional da irretroatividade da lei penal mais gravosa (CF/88, art. 5º, XL) e o art. 2º do Código Penal; além disso, a exigência automática do exame, sem análise motivada do caso concreto, contraria a jurisprudência consolidada (Súmula 439/STJ); por essas razões, concedeu-se o habeas corpus para restabelecer a decisão do juízo da execução que deferiu a progressão ao regime aberto e as saídas temporárias ao paciente.

Court Disposition

Habeas corpus concedido para restabelecer a decisão do juízo da execução penal que deferiu a progressão ao regime aberto ao paciente.

Orders

  • Restabelecer a decisão do juízo da execução penal que deferiu a progressão ao regime aberto ao paciente.
  • Publique-se.