HC 1021543 - DECISAO
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; além disso, o acórdão recorrido determinou o exame com base na literalidade da nova lei e na gravidade abstrata do crime sem apontar elementos concretos ocorridos durante a execução, configurando flagrante ilegalidade. Por isso, concedeu-se ordem de ofício para que o juízo da execução reexamine o pedido de progressão sem exigir exame criminológico, salvo se houver fundamentação concreta e atual que o justifique.
- Parties
- Paciente: MATHEUS ALBUQUERQUE BOCARDO DE SOUZA; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Interveniente (parecer): Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus por via inadequada, mas concedo a ordem de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão sem exigência de exame criminológico, salvo se fundamentado por elementos concretos da execução.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal, Fundamentação Concreta, Súmulas/stj E STF
Case Brief
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Parties
MATHEUS ALBUQUERQUE BOCARDO DE SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Ministério Público
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 Necessidade de realização de exame criminológico para concessão de progressão de regime
- 2 Aplicabilidade retroativa da Lei n. 14.843/2024 aos fatos anteriores à sua vigência
- 3 Exigência de fundamentação concreta para determinação do exame criminológico
Ratio Decidendi
A alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; além disso, o acórdão recorrido determinou o exame com base na literalidade da nova lei e na gravidade abstrata do crime sem apontar elementos concretos ocorridos durante a execução, configurando flagrante ilegalidade. Por isso, concedeu-se ordem de ofício para que o juízo da execução reexamine o pedido de progressão sem exigir exame criminológico, salvo se houver fundamentação concreta e atual que o justifique.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus por via inadequada, mas concedo a ordem de ofício para determinar nova análise do pedido de progressão sem exigência de exame criminológico, salvo se fundamentado por elementos concretos da execução.
Orders
- Determinar que o Juízo das Execuções Criminais promova nova análise, com brevidade, do pedido de progressão de regime prisional, com base em elementos concretos ocorridos durante a execução, sem a necessidade de realização de exame criminológico.
- Comunicar a decisão, com urgência, ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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