HC 1096517 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus por ser substitutivo de recurso próprio, mas concedeu-se a ordem de ofício em razão de flagrante ilegalidade: a Lei n. 14.843/2024, que tornou obrigatório o exame criminológico, não pode ser aplicada retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência (novatio legis in pejus), e a exigência do exame pelas instâncias de origem apoiada apenas na gravidade abstrata dos delitos e no longo tempo de pena constitui fundamentação inidônea; determino que o Juízo de primeiro grau examine o pedido de progressão com base em elementos concretos da execução penal e em consonância com a jurisprudência do STJ.
- Parties
- Paciente: JACKSON ANTONIO DA SILVA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
- Outcome
- não conheço do habeas corpus; concedo a ordem para cassar as decisões das instâncias ordinárias e determinar ao Juízo de primeiro grau que reexamine o pedido de progressão de regime com base nos elementos concretos da execução penal do paciente e na jurisprudência do STJ
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Fundamentação Das Decisões Judiciais, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
JACKSON ANTONIO DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
Legal Issues
- 1 constitucionalidade da exigência do exame criminológico prevista na Lei n. 14.843/2024
- 2 necessidade do exame criminológico para aferir a periculosidade do sentenciado
- 3 retroatividade da Lei n. 14.843/2024 e aplicação a fatos anteriores à sua vigência (novatio legis in pejus)
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus por ser substitutivo de recurso próprio, mas concedeu-se a ordem de ofício em razão de flagrante ilegalidade: a Lei n. 14.843/2024, que tornou obrigatório o exame criminológico, não pode ser aplicada retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência (novatio legis in pejus), e a exigência do exame pelas instâncias de origem apoiada apenas na gravidade abstrata dos delitos e no longo tempo de pena constitui fundamentação inidônea; determino que o Juízo de primeiro grau examine o pedido de progressão com base em elementos concretos da execução penal e em consonância com a jurisprudência do STJ.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus; concedo a ordem para cassar as decisões das instâncias ordinárias e determinar ao Juízo de primeiro grau que reexamine o pedido de progressão de regime com base nos elementos concretos da execução penal do paciente e na jurisprudência do STJ
Orders
- cassar as decisões das instâncias ordinárias
- determinar ao Juízo de primeiro grau que examine o pedido de progressão de regime com base nos elementos concretos da execução penal do paciente e em consonância com o entendimento jurisprudencial do STJ
Full Case Text
Judgment text and source record
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