AREsp 3185761 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, com base na análise do acórdão recorrido e do ofício da Caixa, concluiu-se que o termo de confissão de dívida foi mera renegociação dos valores da promessa de compra e venda (não havendo novação), que a cláusula de quitação é cláusula padrão/adesão da CEF e deve ser interpretada à luz da real intenção das partes (art.112 CC), que as cláusulas foram destacadas conforme art.54, §4º do CDC, e que não se comprovou superendividamento pois as prestações não ultrapassam o percentual considerado sobre a renda declarada; assim, afastou-se a nulidade e o pedido de postergação/rolagem, não sendo possível rever fatos e provas no recurso especial (Súmulas 5 e 7/STJ).
- Parties
- Recorrente/agravante: IVANIR PINHEIRO LOPES; Recorrida/requerida: construtora recorrida; Terceiro/interessado (ofício): Caixa Econômica Federal - CEF
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2026
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042 Do Cpc) / Decisão Sobre Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial; Conhecimento Em Parte E Negação De Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo; conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Promessa De Compra E Venda, Confissão De Dívida, Superendividamento, Financiamento Habitacional, Contratos De Adesão, Cláusulas Abusivas
Case Brief
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Parties
IVANIR PINHEIRO LOPES
Recorrente/agravante
construtora recorrida
Recorrida/requerida
Caixa Econômica Federal - CEF
Terceiro/interessado (ofício)
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042 Do Cpc) / Decisão Sobre Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial; Conhecimento Em Parte E Negação De Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 ônus e validade do termo de confissão de dívida e eventual nulidade
- 2 interpretação da cláusula de quitação constante do contrato com a CEF
- 3 pedido de postergação/rolagem das parcelas após quitação do financiamento
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, com base na análise do acórdão recorrido e do ofício da Caixa, concluiu-se que o termo de confissão de dívida foi mera renegociação dos valores da promessa de compra e venda (não havendo novação), que a cláusula de quitação é cláusula padrão/adesão da CEF e deve ser interpretada à luz da real intenção das partes (art.112 CC), que as cláusulas foram destacadas conforme art.54, §4º do CDC, e que não se comprovou superendividamento pois as prestações não ultrapassam o percentual considerado sobre a renda declarada; assim, afastou-se a nulidade e o pedido de postergação/rolagem, não sendo possível rever fatos e provas no recurso especial (Súmulas 5 e 7/STJ).
Court Disposition
Conheço do agravo; conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Majoro os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já fixado na origem
- Publique-se
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