REsp 2091170 - ACORDAO
O Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento ao recurso especial, entendendo que, embora a cláusula que permita retenção de até 50% seja válida em contratos submetidos ao regime de patrimônio de afetação firmados após a Lei nº 13.786/2018, o percentual pode ser reduzido quando manifestamente abusivo à luz do Código de Defesa do Consumidor e do art. 413 do CC; ademais, é indevida a retenção dos valores pagos a título de comissão de corretagem além do percentual fixado pela cláusula penal, por configurar bis in idem, devendo o acórdão recorrido ser anulado nesses pontos e os autos retornarem ao Tribunal de origem para novo julgamento.
- Parties
- Recorrente: CAROLINE SANTOS DE CAMARGO EUGENIO; Recorrida: RESIDENCIAL SÃO MATEUS SPE LTDA; Recorrida: SUGOI INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Acórdão (julgamento)
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido
- Legal Topics
- Promessa De Compra E Venda De Imóvel, Rescisão Contratual, Restituição De Valores, Cláusula Penal (retenção), Comissão De Corretagem, Lei Do Distrato (lei Nº 13.786/2018), Patrimônio De Afetação
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
CAROLINE SANTOS DE CAMARGO EUGENIO
Recorrente
RESIDENCIAL SÃO MATEUS SPE LTDA
Recorrida
SUGOI INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A.
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão (julgamento)
Legal Issues
- 1 validade e possibilidade de redução da cláusula penal que prevê retenção de até 50%
- 2 incidência do art. 67-A, §5º, da Lei nº 4.591/64 (após Lei nº 13.786/2018) em empreendimentos com patrimônio de afetação
- 3 possibilidade de restituição dos valores pagos a título de comissão de corretagem
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento ao recurso especial, entendendo que, embora a cláusula que permita retenção de até 50% seja válida em contratos submetidos ao regime de patrimônio de afetação firmados após a Lei nº 13.786/2018, o percentual pode ser reduzido quando manifestamente abusivo à luz do Código de Defesa do Consumidor e do art. 413 do CC; ademais, é indevida a retenção dos valores pagos a título de comissão de corretagem além do percentual fixado pela cláusula penal, por configurar bis in idem, devendo o acórdão recorrido ser anulado nesses pontos e os autos retornarem ao Tribunal de origem para novo julgamento.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido
Orders
- Anular o acórdão recorrido nos pontos relativos ao percentual de retenção e à restituição da comissão de corretagem
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento da causa, com análise da possibilidade de redução do percentual de retenção e reavaliação da retenção da comissão de corretagem
Full Case Text
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