RMS 61444 - ACORDAO
O Tribunal concluiu que, diante da Emenda Constitucional nº 82/2014, da Lei nº 13.675/2018 e dos precedentes da Suprema Corte e do STJ, as Guardas Municipais e os Agentes de Trânsito são integrantes operacionais do Sistema Único de Segurança Pública, de modo que os períodos laborados pelo recorrente nessas funções...
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- Parties
- Impetrante/recorrente: MARCELO DO CARMO PEREIRA; Impetrado: Superintendente da SUSEPE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Acórdão (julgado Pela Segunda Turma Do Stj)
- Outcome
- Recurso ordinário provido; ordem concedida.
- Legal Topics
- Promoção Por Antiguidade, Sistema Único De Segurança Pública (susp), Guardas Municipais, Agentes De Trânsito, Cômputo De Tempo De Serviço, Diferenças Remuneratórias
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Parties
MARCELO DO CARMO PEREIRA
Impetrante/recorrente
Superintendente da SUSEPE
Impetrado
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Acórdão (julgado Pela Segunda Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 Reconhecimento das atividades de guarda municipal e agente de trânsito como integrantes do Sistema Único de Segurança Pública para fins de promoção por antiguidade
- 2 Se o tempo laborado nas funções de Agente Municipal de Trânsito e Guarda Municipal deve ser computado para promoção na carreira de Agente Penitenciário
- 3 Aplicação de precedentes do STF e do STJ e da Lei 13.675/2018 ao caso concreto
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, diante da Emenda Constitucional nº 82/2014, da Lei nº 13.675/2018 e dos precedentes da Suprema Corte e do STJ, as Guardas Municipais e os Agentes de Trânsito são integrantes operacionais do Sistema Único de Segurança Pública, de modo que os períodos laborados pelo recorrente nessas funções devem ser computados para fins de promoção por antiguidade na carreira de Agente Penitenciário, com o pagamento das diferenças de subsídio desde a data em que deveria ter sido promovido.
Court Disposition
Recurso ordinário provido; ordem concedida.
Orders
- Reconhecer os períodos laborados como Agente Municipal de Trânsito e como Guarda Municipal como serviço público de segurança para fins de promoção por antiguidade na carreira de Agente Penitenciário.
- Determinar o pagamento das diferenças de subsídio decorrentes do reconhecimento desde a data em que o recorrente deveria ter sido promovido.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 11/09/2025 a 17/09/2025, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Afrânio Vilela, Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura e Marco Aurélio Bellizze votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AGENTE PENITENCIÁRIO. PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE. RECONHECIMENTO DAS GUARDAS MUNICIPAIS E DOS AGENTES DE TRÂNSITO COMO ÓRGÃOS INTEGRANTES DO SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA. PRECEDENTES. CÔMPUTO NO TEMPO DE SERVIÇO. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO. 1. A pretensão recursal cinge-se no reconhecimento da atividade de Agente Municipal de Trânsito e de Guarda Municipal como de segurança pública, para fins de promoção por antiguidade na atual carreira de Agente Penitenciário. 2. Na origem, a segurança foi denegada, em síntese, com amparo na alegação de taxatividade do rol dos órgãos encarregados da segurança pública contidos no caput do art. 144 da Constituição da República 3. Quanto à atividade de Guarda Municipal, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que é considerada como de segurança pública, nos termos do art. 144, § 8º, da Constituição Federal. 4. Relativamente à atividade de Agente de Trânsito, a Lei n. 13.675/2018, que disciplinou a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, nos termos do § 7º do art. 144 da Constituição Federal, dispõe, em seu art. 9º, § 2º, incisos VII e XV, que os guardas municipais e os agentes de trânsito são integrantes operacionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). 5. Portanto, o período em que o ora recorrente exerceu os mencionados cargos deve ser considerado para promoção por antiguidade na atual carreira de Agente Penitenciário, com o pagamento das diferenças do seu subsídio, desde a data em que deveria ter sido promovido. 6. Recurso ordinário provido para conceder a ordem.
RELATÓRIO Trata-se de recurso em mandado de segurança interposto por MARCELO DO CARMO PEREIRA contra acórdão do órgão especial do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que denegou a segurança, assim ementado (fl. 500): MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PROMOÇÃO. AGENTE PENITENCIÁRIO. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO SR. SUPERINTENDENTE DA SUSEPE. ÓRGÃOS DE SEGURANÇA PÚBLICA. ROL TAXATIVO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PERÍODOS LABORADOS COMO GUARDA MUNICIPAL E AGENTE DE TRÂNSITO QUE NÃO PODEM SER COMPUTADOS PARA FINS DE PROMOÇÃO. DA ILEGITIMIDADE PASSIVA. Tratando-se de mandado de segurança objetivando a promoção na carreira se servidor público do Poder Executivo Estadual falece legitimidade ao Superintendente da SUSEPE para figurar no polo passivo. Ilegitimidade passiva reconhecida. DO MÉRITO. O rol de órgãos de segurança pública previsto no art. 144 da CF/88 é taxativo e engloba somente a polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis, e polícias militares e corpos de bombeiros militares, cujas atribuições foram definidas na própria Carta. A guarda municipal e os agentes de trânsito não são órgãos da segurança pública, não podendo o impetrante utilizar o tempo de labor para fins de promoção na carreira de agente penitenciário. DAS CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Custas pelo impetrante, suspensa a exigibilidade diante da gratuidade judiciária concedida. Sem honorários, nos termos do art. 25 da Lei nº 12.016/2009, Súmula nº 512 do STF e Súmula nº 105 do STJ. RECONHECIDA A ILEGITIMIDADE PASSIVA DO SUPERINTENDENTE DA SUSEPE. SEGURANÇA DENEGADA. Sustenta o impetrante, ora recorrente, que "a decisão denegatória não merece prosperar, visto que desconsiderou as funções exercidas pelo impetrante - Agente Municipal de Trânsito e Transporte e Guarda Municipal como "atividades de segurança pública", para fins de promoção" (fl. 527). Assevera que o art. 144, § 10, incisos I e II, da Constituição Federal, contempla outros órgãos que também exercem atividade de segurança pública, o que inclui a atividade de agente de trânsito. Além disso, destaca que, segundo o art. 5º da Lei n. 13.022/2014, os Guardas Municipais realizam atividade de segurança pública. Afirma, ainda, que o Decreto Estadual n. 54.296/2018, que regulamenta a promoção dos integrantes do quadro de servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (SUSEPE), não considera somente as atividades nos órgãos elencados no art. 144, incisos I a V, da CF, mas amplia a outras atividades de segurança pública, quando no § 3º discorre sobre o que caracterizaria o tempo de efetivo serviço. Requerer, ao final, o conhecimento e provimento do recurso, a fim de reformar o decisão denegatória da segurança, de modo que o período laborado pelo recorrente para Prefeitura Municipal de Beberibe/CE como Agente Municipal de Trânsito (1/8/2013 a 26/5/2014), bem como para Prefeitura Municipal de Eusébio/CE como Guarda Municipal (13/6/2014 a 31/12/2014) sejam reconhecidos como atividade em segurança pública, tendo seus períodos computados para a promoção por antiguidade. Além disso, pede a diferença retroativa do seu subsídio, desde a data na qual deveria ter sido promovido. Contrarrazões apresentadas (fls. 577-594). Parecer do MPF pelo provimento do recurso (fls. 599-607). É o relatório. EMENTA ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AGENTE PENITENCIÁRIO. PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE. RECONHECIMENTO DAS GUARDAS MUNICIPAIS E DOS AGENTES DE TRÂNSITO COMO ÓRGÃOS INTEGRANTES DO SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA. PRECEDENTES. CÔMPUTO NO TEMPO DE SERVIÇO. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO. 1. A pretensão recursal cinge-se no reconhecimento da atividade de Agente Municipal de Trânsito e de Guarda Municipal como de segurança pública, para fins de promoção por antiguidade na atual carreira de Agente Penitenciário. 2. Na origem, a segurança foi denegada, em síntese, com amparo na alegação de taxatividade do rol dos órgãos encarregados da segurança pública contidos no caput do art. 144 da Constituição da República 3. Quanto à atividade de Guarda Municipal, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que é considerada como de segurança pública, nos termos do art. 144, § 8º, da Constituição Federal. 4. Relativamente à atividade de Agente de Trânsito, a Lei n. 13.675/2018, que disciplinou a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, nos termos do § 7º do art. 144 da Constituição Federal, dispõe, em seu art. 9º, § 2º, incisos VII e XV, que os guardas municipais e os agentes de trânsito são integrantes operacionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). 5. Portanto, o período em que o ora recorrente exerceu os mencionados cargos deve ser considerado para promoção por antiguidade na atual carreira de Agente Penitenciário, com o pagamento das diferenças do seu subsídio, desde a data em que deveria ter sido promovido. 6. Recurso ordinário provido para conceder a ordem. VOTO A pretensão recursal cinge-se no reconhecimento da atividade de Agente Municipal de Trânsito e de Guarda Municipal como de segurança pública, para fins de promoção por antiguidade na atual carreira de Agente Penitenciário. Na origem, a segurança foi denegada, em síntese, com amparo na alegação de taxatividade do rol dos órgãos encarregados da segurança pública contidos no caput do art. 144 da Constituição da República. Contudo, esse entendimento é contrário à atual legislação e à orientação jurisprudencial das Cortes de vértice. Assim dispõe a Constituição Federal: Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: .. § 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. .. § 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) Quanto à atividade de Guarda Municipal, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que é considerada como de segurança pública, nos termos do art. 144, § 8º, da Constituição Federal: DIREITO CONSTITUCIONAL E SEGURANÇA PÚBLICA. ART. 144, §8º, DA CONSTITUIÇÃO. RECONHECIMENTO DAS GUARDAS MUNICIPAIS COMO ÓRGÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA. LEGÍTIMA OPÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL AO INSTITUIR O SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (LEI Nº 13.675/18). PRECEDENTES. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. É evidente a necessidade de união de esforços para o combate à criminalidade organizada e violenta, não se justificando, nos dias atuais da realidade brasileira, a atuação separada e estanque de cada uma das Polícias Federal, Civis e Militares e das Guardas Municipais; pois todas fazem parte do Sistema Único de Segurança Pública. 2. Essa nova perspectiva de atuação na área de segurança pública, fez com que o Plenário desta Suprema Corte, no julgamento do RE 846.854/SP, reconhecesse que as Guardas Municipais executam atividade de segurança pública (art. 144, § 8º, da CF), essencial ao atendimento de necessidades inadiáveis da comunidade (art. 9º, § 1º, da CF). 3. O reconhecimento dessa posição institucional das Guardas Municipais possibilitou ao , com CONGRESO NACIONAL, em legítima opção legislativa, no § 7º do artigo 144 da Constituição Federal, editar a Lei nº 13.675, de 11/6/2018, na qual as Guardas Municipais são colocadas como integrantes operacionais do Sistema Único de Segurança Pública (art. 9º, § 1º, inciso VII). 4. O quadro normativo constitucional e jurisprudencial dessa SUPREMA CORTE em relação às Guardas Municipais permite concluir que se trata de órgão de segurança pública, integrante do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). 5. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental conhecida e julgada procedente para, nos termos do artigo 144, §8º da CF, CONCEDER INTERPRETAÇÃO CONFORME À CONSTITUIÇÃO aos artigo 4º da Lei 13.022/14 e artigo 9º da 13.675/18 DECLARANDO INCONSTITUCIONAL todas as interpretações judiciais que excluam as Guardas Municipais, devidamente criadas e instituídas, como integrantes do Sistema de Segurança Pública. (ADPF 995, Relator(a): ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 28-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n DIVULG 06-10-2023 PUBLIC 09-10-2023) Relativamente à atividade de Agente de Trânsito, cumpre destacar que a Emenda Constitucional n. 82/2014 a incluiu no § 10 do art. 144 da Constituição Federal, estabelecendo que a segurança viária tem como objetivo "a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas". Ressalta-se, ainda, que a Lei n. 13.675/2018, que disciplinou a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, nos termos do § 7º do art. 144 da Constituição Federal, dispõe, em seu art. 9º, § 2º, incisos VII e XV, que os guardas municipais e os agentes de trânsito são integrantes operacionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Nesse sentido: ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA DE NATUREZA REPETITIVA. OCUPANTE DE CARGO PÚBLICO DE AGENTE DE TRÂNSITO. INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. INCOMPATIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 28, V, DA LEI 8.906/94. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STJ. TESE FIRMADA SOB O RITO DOS RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO. .. VI. Tal entendimento, quanto aos agentes de trânsito, foi reforçado pela EC 82/2014 e pela Lei 13.675/2018. A EC 82/2014 acrescentou o § 10 ao art. 144 da CF/88, nele incluindo a atividade de agente de trânsito, estabelecendo, entre os órgãos encarregados da segurança pública, "a segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas", compreendendo ela "a fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente", competindo a segurança viária, "no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei". VII. A Lei 13.675, de 11/06/2018, que "disciplina a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, nos termos do § 7º do art. 144 da Constituição Federal", instituiu, no seu art. 9º, o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), dispondo, no seu § 2º, inciso XV, que os agentes de trânsito são integrantes operacionais do aludido Sistema Único de Segurança Pública. VIII. Inconteste, assim, que os agentes de trânsito desempenham atividades incompatíveis com o exercício da advocacia, porquanto ocupam cargos "vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza", tal como previsto no art. 28, V, da Lei 8.906/94, exercendo funções que condicionam o uso, o gozo e a disposição da propriedade e restringem o exercício da liberdade dos administrados no interesse público, na forma do art. 78 do CTN, além de preservarem eles a "ordem pública e a incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas", na fiscalização do trânsito, integrando os órgãos responsáveis pela segurança pública, previstos no art. 144 da CF/88 (art. 144, § 10, da CF/88 e art. 9º, § 2º, XV, da Lei 13.675/2018). .. XII. Recurso julgado sob a sistemática dos recursos especiais representativos de controvérsia (art. 1.036 e seguintes do CPC/2005 e art. 256-N e seguintes do RISTJ). (REsp n. 1.815.461/AL, relatora Ministra Assusete Magalhães, Primeira Seção, julgado em 10/2/2021, DJe de 29/3/2021.) Portanto, o período em que o ora recorrente exerceu os mencionados cargos deve ser considerado para promoção por antiguidade na atual carreira de Agente Penitenciário, com o pagamento das diferenças do seu subsídio, desde a data em que deveria ter sido promovido. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso, para reformar o acórdão impugnado, CONCEDENDO A ORDEM do mandado d e segurança. É como voto.