AREsp 2510868 - ACORDAO
A Corte negou provimento aos agravos regimentais porque a pronúncia demonstrou fragilidade probatória: estava fundamentada em depoimento testemunhal de ouvir dizer não repetido em juízo, em elementos produzidos na fase inquisitorial sem repetição e na manifestação isolada e conflitiva do menor, o que torna insuficiente o conjunto probatório para manter a pronúncia; em razão disso, determinou-se a revogação das prisões preventivas após a certificação do trânsito em julgado.
- Parties
- Agravante: Ministério Público Federal; Agravante: Ministério Público do Rio Grande do Sul; Agravado: Fernando Ferreira Machado; Agravado: Victor Ferreira Machado; Agravado: Everton da Silva Severo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2024
- Procedural Posture
- Agravos Regimentais Em Agravos Em Recurso Especial (processual Penal) / Julgamento Colegiado Pela Sexta Turma (decisão Final Sobre Agravos Regimentais)
- Outcome
- Agravos regimentais improvidos; determinada, após a certificação do trânsito em julgado, a revogação da prisão preventiva dos agravados e dos corréus.
- Legal Topics
- Pronúncia, Reconhecimento Fotográfico (art. 226 Cpp), Depoimento Hearsay (ouvir Dizer), Prova Não Repetível, Revogação Da Prisão Preventiva, In Dubio Pro Societate
Case Brief
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Parties
Ministério Público Federal
Agravante
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Agravante
Fernando Ferreira Machado
Agravado
Victor Ferreira Machado
Agravado
Everton da Silva Severo
Agravado
Procedural Posture
Agravos Regimentais Em Agravos Em Recurso Especial (processual Penal) / Julgamento Colegiado Pela Sexta Turma (decisão Final Sobre Agravos Regimentais)
Legal Issues
- 1 Se depoimentos de ouvir dizer e elementos produzidos na fase inquisitorial, sem repetição em juízo, são suficientes para fundamentar a pronúncia
- 2 Aplicabilidade do art. 226 do CPP ao reconhecimento fotográfico e suas consequências para a prova
- 3 Eficácia probatória de declaração isolada e conflitiva de menor
Ratio Decidendi
A Corte negou provimento aos agravos regimentais porque a pronúncia demonstrou fragilidade probatória: estava fundamentada em depoimento testemunhal de ouvir dizer não repetido em juízo, em elementos produzidos na fase inquisitorial sem repetição e na manifestação isolada e conflitiva do menor, o que torna insuficiente o conjunto probatório para manter a pronúncia; em razão disso, determinou-se a revogação das prisões preventivas após a certificação do trânsito em julgado.
Court Disposition
Agravos regimentais improvidos; determinada, após a certificação do trânsito em julgado, a revogação da prisão preventiva dos agravados e dos corréus.
Orders
- Negar provimento aos agravos regimentais.
- Determinar, após a certificação do trânsito em julgado, a revogação das prisões preventivas dos agravados e dos corréus.
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