AREsp 2495661 - ACORDAO
Negou‑se provimento ao agravo regimental porque a decisão agravada, que impronunciou os réus, fundamentou‑se na constatação de que os elementos probatórios remanescentes eram essencialmente depoimentos indiretos (notadamente o de Wander) e reconhecimento fotográfico extrajudicial realizado em desacordo com o art. 226 do CPP, havendo ausência de provas materiais robustas e de uma cadeia lógica probatória que corrobore a autoria com elevado grau de probabilidade exigido para a pronúncia; ademais, a exceção estrangeira "forfeiture by wrongdoing" não se impõe ao ordenamento brasileiro, de modo que o standard probatório aplicável não foi atendido.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Agravado: FRANCISCO PAULO DA SILVA; Agravado: JAILSON; Agravado: MAX
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (turma) Decisão Sobre Agravo Regimental
- Legal Topics
- Pronúncia, Testemunho Indireto, Reconhecimento Fotográfico Extrajudicial, Standards Probatórios, Forfeiture by Wrongdoing, In Dubio Pro Societate
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravante
FRANCISCO PAULO DA SILVA
Agravado
JAILSON
Agravado
MAX
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (turma) Decisão Sobre Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de depoimento indireto para fundamentar decisão de pronúncia
- 2 Padrão probatório exigido para pronúncia (nível de corroboração/alta probabilidade)
- 3 Validade de reconhecimento fotográfico extrajudicial realizado em desacordo com o art. 226 do CPP
Ratio Decidendi
Negou‑se provimento ao agravo regimental porque a decisão agravada, que impronunciou os réus, fundamentou‑se na constatação de que os elementos probatórios remanescentes eram essencialmente depoimentos indiretos (notadamente o de Wander) e reconhecimento fotográfico extrajudicial realizado em desacordo com o art. 226 do CPP, havendo ausência de provas materiais robustas e de uma cadeia lógica probatória que corrobore a autoria com elevado grau de probabilidade exigido para a pronúncia; ademais, a exceção estrangeira "forfeiture by wrongdoing" não se impõe ao ordenamento brasileiro, de modo que o standard probatório aplicável não foi atendido.
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