HC 890837 - ACORDAO
O Tribunal concluiu que a decisão de pronúncia estava eivada de ilegalidade porque se baseou predominantemente em depoimentos indiretos colhidos na fase policial (ouvir dizer) e em prova não judicializada, sem existência de testemunha presencial ouvida em juízo ou de elementos concretos de corroboração. Tais elementos são suficientes para instauração de investigação, mas insuficientes para justificar a submissão do acusado ao Tribunal do Júri; por isso, o agravo regimental do Ministério Público foi negado, mantendo-se a ordem que anulou a pronúncia.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Rio Grande do Sul; Paciente / Beneficiário Do Habeas Corpus: Oseias Silva da Silva; Co Réu / Acusado: João Carlos Pereira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada (sexta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental improvido; negado provimento ao agravo regimental, mantendo-se a ordem que concedeu o habeas corpus e anulou a decisão de pronúncia
- Legal Topics
- Pronúncia, Testemunho De Ouvir Dizer (hearsay), Prova Judicializada, Impronúncia, Indícios De Autoria, Art. 155 CPP, Art. 413 CPP
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Agravante
Oseias Silva da Silva
Paciente / Beneficiário Do Habeas Corpus
João Carlos Pereira
Co Réu / Acusado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada (sexta Turma)
Legal Issues
- 1 Ilegalidade da pronúncia fundada unicamente em depoimentos colhidos no inquérito policial e em testemunho de ouvir dizer
- 2 Suficiência de indícios mínimos de autoria para pronúncia
- 3 Efeito da ausência de prova judicializada e de testemunha presencial ouvida em juízo
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a decisão de pronúncia estava eivada de ilegalidade porque se baseou predominantemente em depoimentos indiretos colhidos na fase policial (ouvir dizer) e em prova não judicializada, sem existência de testemunha presencial ouvida em juízo ou de elementos concretos de corroboração. Tais elementos são suficientes para instauração de investigação, mas insuficientes para justificar a submissão do acusado ao Tribunal do Júri; por isso, o agravo regimental do Ministério Público foi negado, mantendo-se a ordem que anulou a pronúncia.
Court Disposition
Agravo regimental improvido; negado provimento ao agravo regimental, mantendo-se a ordem que concedeu o habeas corpus e anulou a decisão de pronúncia
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
- Manter a decisão monocrática que concedeu a ordem em benefício de Oseias Silva da Silva e anulou a ação penal/decisão de pronúncia.
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