AREsp 2582244 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão monocrática porque a reanálise do conjunto probatório para atribuir pronúncia implicaria reexame de prova vedado pela Súmula 7 do STJ; no conjunto probatório havia apenas indicação de que o agravante emprestou a motocicleta ao autor do crime, não havendo prova do animus necandi ou de anuência suficiente do agravante para imputar-lhe autoria do homicídio, sendo insuficientes os indícios para a pronúncia.
- Parties
- Agravante / Denunciado: JOHNNY HENRIQUE FERREIRA RAMOS GASPAR; Recorrente / Órgão Acusador: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Defensoria Pública (representante Do Agravante): Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Decisão Monocrática / Reconsideração De Decisão Sobre Recurso Especial
- Outcome
- Reconsideração da decisão agravada para não conhecer do agravo em recurso especial e restabelecimento do acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que impronunciou o agravante.
- Legal Topics
- Pronúncia, Impronúncia, Indícios De Autoria, Reexame De Prova, Súmula 7 STJ, Recurso Especial
Case Brief
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Parties
JOHNNY HENRIQUE FERREIRA RAMOS GASPAR
Agravante / Denunciado
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Recorrente / Órgão Acusador
Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
Defensoria Pública (representante Do Agravante)
Procedural Posture
Agravo Regimental / Decisão Monocrática / Reconsideração De Decisão Sobre Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se havia indícios suficientes de autoria e materialidade para a pronúncia
- 2 Se a decisão monocrática reexaminou o conjunto fático-probatório em afronta à Súmula 7 do STJ
- 3 Se a ciência do acusado de que terceiro iria "meter uma parada" caracteriza dolo de homicídio
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão monocrática porque a reanálise do conjunto probatório para atribuir pronúncia implicaria reexame de prova vedado pela Súmula 7 do STJ; no conjunto probatório havia apenas indicação de que o agravante emprestou a motocicleta ao autor do crime, não havendo prova do animus necandi ou de anuência suficiente do agravante para imputar-lhe autoria do homicídio, sendo insuficientes os indícios para a pronúncia.
Court Disposition
Reconsideração da decisão agravada para não conhecer do agravo em recurso especial e restabelecimento do acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que impronunciou o agravante.
Orders
- Restabelecer a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que impronunciou o agravante
- Não conhecer do agravo em recurso especial
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