AREsp 2392013 - ACORDAO
O agravo regimental foi negado porque a pronúncia dos réus estava fundamentada, em grande medida, na colaboração premiada de Douglas sem corroboração suficiente pelas demais provas; o art. 155 do CPP exige que a prova inquisitorial não seja a única no processo e o §16 do art.4º da Lei nº12.850/2013 veda fundamentação exclusiva na delação; além disso, acolher a tese acusatória exigiria revolver o conjunto fático-probatório, providência vedada em recurso especial por força da Súmula 7/STJ.
- Parties
- Réu: Luis Roberto da Silva Silva; Réu: Denison Ricardo Monteiro dos Santos; Réu: Dionathan Francisco Nogueira; Réu: Douglas Lohan Rodrigues da Silva; Réu: Gabriel Antônio de Oliveira Bittencourt; Réu: Jéferson Oliveira Almeida; Réu: Juliano Silva Fraga; Réu: Paulo Ricardo da Rosa Santos; Réu: Magno Berlim da Silva Cardoso; Réu: Roberto Godinho Machado Júnior; Réu: Dalvani Nunes Rodrigues; Colaborador Premiado: Douglas Gonçalves Romano; Órgão Acusador: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Julgamento Colegiado (turma)
- Outcome
- Negou provimento ao agravo regimental.
- Legal Topics
- Pronúncia, Colaboração Premiada, Corroboração Da Delação, Prova Inquisitorial Vs. Prova Produzida Em Juízo, Reexame De Fatos E Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Luis Roberto da Silva Silva
Réu
Denison Ricardo Monteiro dos Santos
Réu
Dionathan Francisco Nogueira
Réu
Douglas Lohan Rodrigues da Silva
Réu
Gabriel Antônio de Oliveira Bittencourt
Réu
Jéferson Oliveira Almeida
Réu
Juliano Silva Fraga
Réu
Paulo Ricardo da Rosa Santos
Réu
Magno Berlim da Silva Cardoso
Réu
Roberto Godinho Machado Júnior
Réu
Dalvani Nunes Rodrigues
Réu
Douglas Gonçalves Romano
Colaborador Premiado
Ministério Público Federal
Órgão Acusador
Procedural Posture
Agravo Regimental / Julgamento Colegiado (turma)
Legal Issues
- 1 Se a colaboração premiada colhida em fase inquisitorial, não confirmada em juízo, pode, isoladamente, fundamentar a pronúncia
- 2 Aplicação do art. 155 do Código de Processo Penal quanto à valoração de prova inquisitorial e produzida em juízo
- 3 Se é possível, em recurso especial, afastar decisão das instâncias ordinárias quando isto demandaria revolvimento do conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
O agravo regimental foi negado porque a pronúncia dos réus estava fundamentada, em grande medida, na colaboração premiada de Douglas sem corroboração suficiente pelas demais provas; o art. 155 do CPP exige que a prova inquisitorial não seja a única no processo e o §16 do art.4º da Lei nº12.850/2013 veda fundamentação exclusiva na delação; além disso, acolher a tese acusatória exigiria revolver o conjunto fático-probatório, providência vedada em recurso especial por força da Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Negou provimento ao agravo regimental.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
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