HC 898330 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão monocrática porque o Tribunal de origem não fundamentou a pronúncia exclusivamente em elementos de inquérito: além do depoimento extrajudicial da vítima, havia testemunhos judicializados de policiais que, no calor dos fatos, verificaram vestígios e relataram o conteúdo da versão da vítima, sendo tais depoimentos aptos a corroborar a materialidade e os indícios de autoria; assim não se justifica despronúncia e é desnecessário revolvimento fático-probatório pelo STJ, motivo pelo qual se revogou a concessão da ordem e manteve-se a pronúncia.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA; Paciente: VIVALDO SOUZA CRUZ JÚNIOR; Órgão Coator/recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA - TJBA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Agravo Regimental No STJ (decisão De Retratação)
- Outcome
- Decisão de retratação: revogou a concessão da ordem de ofício e manteve a pronúncia determinada na Apelação Criminal n. 0309475-18.2013.8.05.0039.
- Legal Topics
- Pronúncia, Prova Judicializada Vs Inquérito Policial, Teste Do Art. 155 Do CPP, Tribunal Do Júri, Testemunho Indireto (ouvir Dizer)
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA
Agravante
VIVALDO SOUZA CRUZ JÚNIOR
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA - TJBA
Órgão Coator/recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Agravo Regimental No STJ (decisão De Retratação)
Legal Issues
- 1 Pode a pronúncia basear-se exclusivamente em elementos colhidos na fase investigativa (art. 155 do CPP)?
- 2 Houve invasão de competência pelo Tribunal de origem ao decidir matéria não apreciada na primeira instância?
- 3 Os depoimentos de policiais que relataram o que ouviram da vítima constituem mero ouvir dizer ou prova judicializada apta a embasar a pronúncia?
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão monocrática porque o Tribunal de origem não fundamentou a pronúncia exclusivamente em elementos de inquérito: além do depoimento extrajudicial da vítima, havia testemunhos judicializados de policiais que, no calor dos fatos, verificaram vestígios e relataram o conteúdo da versão da vítima, sendo tais depoimentos aptos a corroborar a materialidade e os indícios de autoria; assim não se justifica despronúncia e é desnecessário revolvimento fático-probatório pelo STJ, motivo pelo qual se revogou a concessão da ordem e manteve-se a pronúncia.
Court Disposition
Decisão de retratação: revogou a concessão da ordem de ofício e manteve a pronúncia determinada na Apelação Criminal n. 0309475-18.2013.8.05.0039.
Orders
- Reconsidera a decisão monocrática e revoga a concessão da ordem de ofício.
- Mantém-se a pronúncia determinada na Apelação Criminal n. 0309475-18.2013.8.05.0039.
Full Case Text
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