HC 1030860 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus por se tratar de substitutivo de recurso previsto, mas, de ofício, concedeu-se a ordem para impronunciar a paciente, porque a decisão de pronúncia se apoiou predominantemente em depoimentos de ouvir dizer e em elementos colhidos na fase inquisitorial sem prova que posicionasse a acusada na cena do crime, violando o entendimento de que a pronúncia não pode basear-se exclusivamente em elementos extra-judiciais ou em ouvir dizer e o art. 155 do CPP, faltando o mínimo de indícios produzidos em juízo que autorizassem a submissão ao Tribunal do Júri.
- Parties
- Paciente: CAROLAINE ROCHA MANHAES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - HC n. 5007610-61.2025.8.08.0000
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (concessão Da Ordem De Ofício Para Impronúncia)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para impronunciar a paciente.
- Legal Topics
- Pronúncia, Impronúncia, Habeas Corpus Substitutivo, Prova Testemunhal, Ouvir Dizer, Tribunal Do Júri, Fundamentação Individualizada
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
CAROLAINE ROCHA MANHAES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - HC n. 5007610-61.2025.8.08.0000
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (concessão Da Ordem De Ofício Para Impronúncia)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso previsto legalmente
- 2 ausência de fundamentação individualizada na decisão de pronúncia
- 3 suficiência de depoimentos de ouvir dizer para embasar pronúncia
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus por se tratar de substitutivo de recurso previsto, mas, de ofício, concedeu-se a ordem para impronunciar a paciente, porque a decisão de pronúncia se apoiou predominantemente em depoimentos de ouvir dizer e em elementos colhidos na fase inquisitorial sem prova que posicionasse a acusada na cena do crime, violando o entendimento de que a pronúncia não pode basear-se exclusivamente em elementos extra-judiciais ou em ouvir dizer e o art. 155 do CPP, faltando o mínimo de indícios produzidos em juízo que autorizassem a submissão ao Tribunal do Júri.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para impronunciar a paciente.
Orders
- Impronúncia de CAROLAINE ROCHA MANHAES.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment