HC 1023765 - DECISAO
A prova constante dos autos não demonstrou de forma suficiente e inequívoca indícios de autoria imputáveis ao paciente: o reconhecimento em juízo mostrou fragilidades (a vítima Maurilha não o conhecia pessoalmente e atribuiu reconhecimento em parte à irmã; a informante Celoí, que em fase policial teria identificado o paciente por modo de andar, em juízo afirmou não conseguir identificar o rosto e reconheceu apenas o corréu Maxwell), não havendo nos autos elementos capazes de atingir o padrão probatório exigido para manutenção da pronúncia na primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, razão pela qual foi concedida a ordem para despronunciar o paciente.
- Parties
- Paciente: JONATHAN DE JESUS DIAS; Corréu: Maxwell Roza da Silva; Vítima: Maurilha Estefani Saraiva Israel; Vítima: Escarlate Stefânia Saraiva; Vítima: Igor; Informante/testemunha: Celoí de Fátima Saraiva da Rosa; Policial Civil: Pekim Tenório Damião; Delegado De Polícia: Newton Martins de Souza Filho; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Ordem Concedida Despronúncia Do Paciente
- Outcome
- Ordem concedida; despronúncia do paciente JONATHAN DE JESUS DIAS.
- Legal Topics
- Pronúncia, Despronúncia, Reconhecimento Fotográfico, Prova Testemunhal, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
JONATHAN DE JESUS DIAS
Paciente
Maxwell Roza da Silva
Corréu
Maurilha Estefani Saraiva Israel
Vítima
Escarlate Stefânia Saraiva
Vítima
Igor
Vítima
Celoí de Fátima Saraiva da Rosa
Informante/testemunha
Pekim Tenório Damião
Policial Civil
Newton Martins de Souza Filho
Delegado De Polícia
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Ordem Concedida Despronúncia Do Paciente
Legal Issues
- 1 existência de indícios suficientes de autoria para pronúncia
- 2 valor probatório de reconhecimentos fotográficos e depoimentos contraditórios
- 3 aplicabilidade do padrão probatório da primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri
Ratio Decidendi
A prova constante dos autos não demonstrou de forma suficiente e inequívoca indícios de autoria imputáveis ao paciente: o reconhecimento em juízo mostrou fragilidades (a vítima Maurilha não o conhecia pessoalmente e atribuiu reconhecimento em parte à irmã; a informante Celoí, que em fase policial teria identificado o paciente por modo de andar, em juízo afirmou não conseguir identificar o rosto e reconheceu apenas o corréu Maxwell), não havendo nos autos elementos capazes de atingir o padrão probatório exigido para manutenção da pronúncia na primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, razão pela qual foi concedida a ordem para despronunciar o paciente.
Court Disposition
Ordem concedida; despronúncia do paciente JONATHAN DE JESUS DIAS.
Orders
- Despronúncia do paciente JONATHAN DE JESUS DIAS.
- Comunique-se, com urgência, o inteiro teor dessa decisão às vítimas, à autoridade apontada como coautora e ao Juízo de primeiro grau.
Full Case Text
Judgment text and source record
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