HC 921722 - ACORDAO
A manutenção da decisão agravada é adequada porque a pronúncia não pode repousar em princípio incompatível (in dubio pro societate) nem exclusivamente em depoimentos indiretos e elementos colhidos apenas na fase inquisitorial; a ausência de perícia nas armas e nos celulares apreendidos e a falta de testemunhas presenciais configuram perda da chance probatória, tornando insuficientes os indícios para submeter os acusados ao Tribunal do Júri, razão pela qual o agravo regimental do Ministério Público foi negado e mantida a despronúncia com ordem de soltura.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Agravado / Paciente: CAIO CESAR PEREIRA LIMA; Pronunciado (extensão De Efeitos): GUSTAVO THEODORO PINHEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental (em Habeas Corpus) / Julgamento Colegiado (sexta Turma, Sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo regimental não provido (decisão agravada mantida)
- Legal Topics
- Pronúncia, In Dubio Pro Societate, Perda Da Chance Probatória, Testemunho Indireto (ouvir Dizer), Habeas Corpus, Tribunal Do Júri
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravante
CAIO CESAR PEREIRA LIMA
Agravado / Paciente
GUSTAVO THEODORO PINHEIRO
Pronunciado (extensão De Efeitos)
Procedural Posture
Agravo Regimental (em Habeas Corpus) / Julgamento Colegiado (sexta Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Se a pronúncia fundada no princípio do in dubio pro societate e em elementos probatórios insuficientes é válida para submeter o acusado ao Tribunal do Júri
- 2 Valoração de depoimentos indiretos/ouvir dizer como base para pronúncia
- 3 Efeitos da ausência de perícia em celulares e armas apreendidas (perda da chance probatória)
Ratio Decidendi
A manutenção da decisão agravada é adequada porque a pronúncia não pode repousar em princípio incompatível (in dubio pro societate) nem exclusivamente em depoimentos indiretos e elementos colhidos apenas na fase inquisitorial; a ausência de perícia nas armas e nos celulares apreendidos e a falta de testemunhas presenciais configuram perda da chance probatória, tornando insuficientes os indícios para submeter os acusados ao Tribunal do Júri, razão pela qual o agravo regimental do Ministério Público foi negado e mantida a despronúncia com ordem de soltura.
Court Disposition
Agravo regimental não provido (decisão agravada mantida)
Orders
- Concedida ordem de ofício para despronunciar o paciente CAIO CESAR PEREIRA LIMA e determinar sua imediata soltura, salvo se por outro motivo estiver preso
- Promovida a extensão dos efeitos da decisão para despronunciar GUSTAVO THEODORO PINHEIRO e determinar sua imediata soltura, salvo se por outro motivo estiver preso
Full Case Text
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