HC 1023765 - ACORDAO
Havendo fragilidade probatória nos reconhecimentos e depoimentos consignados nos autos — em especial a ausência de identificação do agravado nas imagens em juízo e declarações contraditórias das vítimas e informantes — não se alcançou o standard probatório necessário para a pronúncia, de modo que a decisão de despronúncia é juridicamente adequada; o agravo regimental não infirmou as motivações da decisão agravada e, assim, deve ser negado provimento sem reexame probatório.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Agravado/paciente: Jonathan de Jesus Dias; Corréu: Maxwell Roza da Silva; Vítima: Maurilha Estefani Saraiva Israel; Vítima: Escarlate Stefânia Saraiva; Vítima: Igor; Informante/testemunha: Celoí de Fátima Saraiva da Rosa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Da Sexta Turma (decisão Colegiada Negando Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- Agravo regimental não provido; mantida a despronúncia do agravado
- Legal Topics
- Pronúncia, Despronúncia, Suficiência Probatória, Reconhecimento Fotográfico, Reconhecimento Por Vídeo, Reexame Probatório, Agravo Regimental
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Recorrente
Jonathan de Jesus Dias
Agravado/paciente
Maxwell Roza da Silva
Corréu
Maurilha Estefani Saraiva Israel
Vítima
Escarlate Stefânia Saraiva
Vítima
Igor
Vítima
Celoí de Fátima Saraiva da Rosa
Informante/testemunha
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Da Sexta Turma (decisão Colegiada Negando Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 suficiência de indícios para pronúncia pelo Tribunal do Júri
- 2 possibilidade de controle jurídico da pronúncia em habeas corpus sem reexame probatório
- 3 valoração e fragilidade de reconhecimentos fotográficos e por vídeo
Ratio Decidendi
Havendo fragilidade probatória nos reconhecimentos e depoimentos consignados nos autos — em especial a ausência de identificação do agravado nas imagens em juízo e declarações contraditórias das vítimas e informantes — não se alcançou o standard probatório necessário para a pronúncia, de modo que a decisão de despronúncia é juridicamente adequada; o agravo regimental não infirmou as motivações da decisão agravada e, assim, deve ser negado provimento sem reexame probatório.
Court Disposition
Agravo regimental não provido; mantida a despronúncia do agravado
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.
- Manter a despronúncia de Jonathan de Jesus Dias na Ação Penal n. 5045916-07.2023.8.21.0001, conforme decisão de fls. 1.219-1.232.
Full Case Text
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