AREsp 3039885 - DECISAO

AREsp 3039885 - DECISAO

O Tribunal entendeu que a decisão de pronúncia era ilegal porque se apoiou, em grande parte, em depoimentos de ouvir dizer colhidos no inquérito policial e em provas indiretas não confirmadas em juízo, insuficientes para formar indícios aptos a submeter os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri; o princípio in dubio pro societate não pode suprir deficiências probatórias quanto à materialidade e autoria, de modo que se conheceu do agravo e deu-se provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão de impronúncia.

Parties
Agravante/recorrente: CARLOS EDUARDO LIMA DO NASCIMENTO; Pronunciado/acusado: Anderson Gomes de França Primeiro; Pronunciado/acusado: Luis Carlos do Nascimento; Pronunciado/acusado: Leonardo Carvalho de Souza Silva; Vítima: Marcos Antônio Alves de Souza; Apelante Ministerial/manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
22 December 2025
Procedural Posture
Agravo Regimental Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Colegiada Conhecendo Do Agravo E Dando Provimento Ao Recurso Especial, Restabelecendo a Impronúncia
Outcome
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão de impronúncia
Legal Topics
Pronúncia, Impronúncia, Prova Testemunhal, Ouvir Dizer, Indícios De Autoria, Materialidade Do Delito, Princípio in Dubio Pro Societate

Case Brief

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Parties

CARLOS EDUARDO LIMA DO NASCIMENTO

Agravante/recorrente

Anderson Gomes de França Primeiro

Pronunciado/acusado

Luis Carlos do Nascimento

Pronunciado/acusado

Leonardo Carvalho de Souza Silva

Pronunciado/acusado

Marcos Antônio Alves de Souza

Vítima

Ministério Público Federal

Apelante Ministerial/manifestante

Procedural Posture

Agravo Regimental Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Colegiada Conhecendo Do Agravo E Dando Provimento Ao Recurso Especial, Restabelecendo a Impronúncia

  1. 1 Se a decisão de pronúncia pode fundar-se exclusivamente em depoimentos colhidos no inquérito policial e em testemunhos indiretos de 'ouvir dizer'
  2. 2 Se o princípio in dubio pro societate autoriza suprir deficiências probatórias quanto à materialidade e indícios de autoria

Ratio Decidendi

O Tribunal entendeu que a decisão de pronúncia era ilegal porque se apoiou, em grande parte, em depoimentos de ouvir dizer colhidos no inquérito policial e em provas indiretas não confirmadas em juízo, insuficientes para formar indícios aptos a submeter os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri; o princípio in dubio pro societate não pode suprir deficiências probatórias quanto à materialidade e autoria, de modo que se conheceu do agravo e deu-se provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão de impronúncia.

Court Disposition

Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão de impronúncia

Orders

  • Restabelecer a decisão de impronúncia (e-STJ fls. 840/843)
  • Intimem-se