AREsp 2797253 - DECISAO
A única testemunha que em juízo teria apontado o acusado como autor não foi submetida a procedimento de reconhecimento previsto no art. 226 do CPP e baseou seu apontamento em relato de terceiros; os depoimentos indiretos e os elementos extrajudiciais não foram judicializados nem corroborados por provas suficientes (além disso, exame residuográfico negativo), de modo que inexistem indícios mínimos aptos a colocar o réu na cena do crime com o nível de probabilidade exigido para a pronúncia. Assim, verificou-se flagrante ilegalidade, e concedeu-se habeas corpus de ofício para impronunciar JOÃO BARBOSA DE LIMA.
- Parties
- Agravante/paciente: JOÃO BARBOSA DE LIMA; Decisum/agravado: Ministro Presidente do STJ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Decisão Em Agravo Regimental; Habeas Corpus Concedido De Ofício E Impronúncia Do Réu
- Outcome
- Habeas corpus concedido de ofício para impronunciar o réu JOÃO BARBOSA DE LIMA; agravo regimental prejudicado.
- Legal Topics
- Pronúncia, Reconhecimento De Pessoas, Nulidade Do Reconhecimento, Prova Testemunhal Indireta, Impronúncia/despronúncia, Habeas Corpus, Padrão Probatório Na Pronúncia
Case Brief
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Parties
JOÃO BARBOSA DE LIMA
Agravante/paciente
Ministro Presidente do STJ
Decisum/agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Decisão Em Agravo Regimental; Habeas Corpus Concedido De Ofício E Impronúncia Do Réu
Legal Issues
- 1 Validade do reconhecimento de pessoas sem observância do art. 226 do CPP
- 2 Admissibilidade de depoimento indireto (ouvir dizer) para fundamentar pronúncia (art. 155 do CPP)
- 3 Standard probatório exigido para pronúncia (art. 413 do CPP)
Ratio Decidendi
A única testemunha que em juízo teria apontado o acusado como autor não foi submetida a procedimento de reconhecimento previsto no art. 226 do CPP e baseou seu apontamento em relato de terceiros; os depoimentos indiretos e os elementos extrajudiciais não foram judicializados nem corroborados por provas suficientes (além disso, exame residuográfico negativo), de modo que inexistem indícios mínimos aptos a colocar o réu na cena do crime com o nível de probabilidade exigido para a pronúncia. Assim, verificou-se flagrante ilegalidade, e concedeu-se habeas corpus de ofício para impronunciar JOÃO BARBOSA DE LIMA.
Court Disposition
Habeas corpus concedido de ofício para impronunciar o réu JOÃO BARBOSA DE LIMA; agravo regimental prejudicado.
Orders
- Concedo habeas corpus, de ofício, para impronunciar o réu JOÃO BARBOSA DE LIMA.
- Fica prejudicado o agravo regimental.
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