AREsp 2832422 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque as questões suscitadas exigiriam revolvimento do acervo fático-probatório (vedado pela Súmula 7/STJ) e a pronúncia estava fundada em indícios suficientes colhidos na fase inquisitorial e em juízo (confissão extrajudicial, depoimentos dos corréus, depoimento em juízo da companheira da vítima), de modo que a nulidade do reconhecimento fotográfico policial não impunha, por si só, a despronúncia; além disso, a qualificadora por motivo fútil não se mostrou manifestamente improcedente, devendo ser apreciada pelo Tribunal do Júri (Súmula 83/STJ).
- Parties
- Agravante: EBETON DOS REIS SANTOS; Intervenor: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Corréu: MARCELO ELIAS CLEMENTE; Corréu: RONALDO JOSÉ MARQUES; Vítima: RENAN APARECIDO BORGES; Testemunha/companheira Da Vítima: CRISTIANE APARECIDA RIBEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Conhecendo Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Legal Topics
- Pronúncia, Homicídio Qualificado, Reconhecimento Fotográfico, Confissão Extrajudicial, Qualificadora Motivo Fútil, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, In Dubio Pro Societate
Case Brief
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Parties
EBETON DOS REIS SANTOS
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Intervenor
MARCELO ELIAS CLEMENTE
Corréu
RONALDO JOSÉ MARQUES
Corréu
RENAN APARECIDO BORGES
Vítima
CRISTIANE APARECIDA RIBEIRO
Testemunha/companheira Da Vítima
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Conhecendo Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 validade da pronúncia diante de nulidade do reconhecimento fotográfico
- 3 valoração de confissão extrajudicial e depoimentos de corréus
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque as questões suscitadas exigiriam revolvimento do acervo fático-probatório (vedado pela Súmula 7/STJ) e a pronúncia estava fundada em indícios suficientes colhidos na fase inquisitorial e em juízo (confissão extrajudicial, depoimentos dos corréus, depoimento em juízo da companheira da vítima), de modo que a nulidade do reconhecimento fotográfico policial não impunha, por si só, a despronúncia; além disso, a qualificadora por motivo fútil não se mostrou manifestamente improcedente, devendo ser apreciada pelo Tribunal do Júri (Súmula 83/STJ).
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