REsp 1994123 - ACORDAO
A Turma entendeu que não há elementos suficientes para alterar a decisão anteriormente proferida; a pronúncia não pode apoiar-se exclusivamente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial ou em depoimentos de ouvir dizer sem confirmação judicializada, e o brocardo in dubio pro societate não tem amparo constitucional ou legal, devendo prevalecer o padrão probatório que exige prova mínima produzida sob contraditório e ampla defesa; por esses fundamentos, negou-se provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Agravante/recorrente: EDUARDO AUGUSTO RODRIGUES PEREIRA; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS; Parte Acusadora/assistência De Acusação: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Regimental Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (negado Provimento Ao Agravo Regimental)
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Pronúncia, Prova Mínima Judicializada, In Dubio Pro Societate, Ouvir Dizer (hearsay), Presunção De Inocência, Art. 155 Do CPP
Case Brief
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Parties
EDUARDO AUGUSTO RODRIGUES PEREIRA
Agravante/recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS
Tribunal De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS
Parte Acusadora/assistência De Acusação
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Regimental Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (negado Provimento Ao Agravo Regimental)
Legal Issues
- 1 Se a decisão proferida anteriormente deve ser reformada no presente agravo regimental
- 2 Se a pronúncia pode ser fundamentada exclusivamente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial, sem confirmação judicializada
- 3 Se o princípio in dubio pro societate é aplicável para suprir lacunas probatórias na fase de pronúncia, em contraste com a presunção de inocência
Ratio Decidendi
A Turma entendeu que não há elementos suficientes para alterar a decisão anteriormente proferida; a pronúncia não pode apoiar-se exclusivamente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial ou em depoimentos de ouvir dizer sem confirmação judicializada, e o brocardo in dubio pro societate não tem amparo constitucional ou legal, devendo prevalecer o padrão probatório que exige prova mínima produzida sob contraditório e ampla defesa; por esses fundamentos, negou-se provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
Judgment text and source record
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